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Censo indica que EUA estão próximos de se tornarem um país "quarentão"

2019-06-20T18:59:00

20/06/2019 18h59

Washington, 20 jun (EFE).- Os Estados Unidos estão cada vez mais perto de se transformarem em um país "quarentão", já que a idade média nacional subiu de 37,2 anos em 2010 para 38,2 em 2018, segundo dados divulgados nesta quinta-feira.

"A nação está envelhecendo, mais de quatro em cada cinco condados foram mais velhos em 2018 em relação a 2010. Este envelhecimento está motivado em grande parte pelos baby boomers passando a marca dos 65 anos de idade", disse o chefe do departamento de Estimativa de População do Departamento do Censo dos EUA, Luke Rogers, em comunicado.

"Agora, metade da população dos EUA está acima da idade de 38,2 anos", acrescentou.

De acordo com os dados, a média de idade cresceu um ano desde 2010 em todos os estados, com a exceção de Dakota do Norte, onde diminuiu ao passar de 37 para 35,2 anos em 2018.

Entre os demais se destaca o caso do Maine, onde se registrou o maior aumento da idade média dos moradores, que passou de 42,7 para 44,9 anos.

Em paralelo ao envelhecimento da população, o país também vai mudando sua distribuição étnica e racial, tanto nos padrões de crescimento como no envelhecimento.

O responsável pelo Escritório do Censo acrescentou que acharam indivíduos que se identificam como pertencentes a duas ou mais raças, que foram incluídos em mais de um grupo no relatório.

No caso dos latinos, a porcentagem subiu 2% (1.164.289) entre 2017 e 2018 e, por regiões, a maior comunidade latina do país fica no condado de Los Angeles (Califórnia), com 4,9 milhões de pessoas.

O maior aumento de latinos entre 2017 e 2018 foi registrado no condado de Maricopa, no Arizona, onde sua presença subiu 2,6%, ou seja, 34.395 pessoas.

No ano passado, o Escritório do Censo detectou que a população latina foi de entre 100.000 e 499.999 pessoas em 20 estados, enquanto em dez, mais o Distrito de Columbia, foi de um milhão ou mais.

A Califórnia, com 15,5 milhões; o Texas, com 11,4 milhões; e a Flórida, com 5,6 milhões, são os únicos estados que superam os cinco milhões de latinos.

No caso concreto do Texas, este estado ganhou quase nove residentes latinos por cada branco que somou e a expectativa é que, até 2022, os latinos sejam o maior grupo de população.

Com relação à população branca, esta continua sendo majoritária em toda a nação, onde representa 78,9% do total, o que equivale a 258,08 milhões de pessoas, e foi o grupo racial que mais cresceu entre 2017 e 2018, já que cresceu em 1,05 milhão.

Da mesma forma que com os latinos, o condado de Los Angeles abriga a maior comunidade de brancos do país com 7,4 milhões, enquanto o de Maricopa experimentou o maior aumento com 60.749 pessoas, o que representa uma alta de 1,6%.

Quanto à população afro-americana, esta foi superior ou igual a um milhão de pessoas em 18 estados americanos.

O condado de Cook, em Illinois, contava com a maior população negra em 2018, com 1,3 milhão de pessoas, segundo o relatório do Escritório do Censo, que também destaca que o condado de Harris, no Texas, teve o maior aumento numérico entre 2017 e 2018 com 14.017 pessoas, que equivale a uma alta de 1,5%.

O estudo também recolhe dados de outros grupos raciais no país como os asiáticos, cujo número alcança 6,89 milhões na Califórnia, o único estado onde superam cinco milhões.

A Califórnia é também o único estado do país onde os nativos americanos superam um milhão, com 1,09 milhão em 2018. EFE

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