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Clinton diz "não saber de nada" sobre crimes de Epstein, seu antigo amigo

09/07/2019 01h47

Washington, 8 jul (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, disse na segunda-feira "não saber de nada" sobre os "crimes horríveis" de tráfico sexual de menores que promotores acusaram o bilionário Jeffrey Epstein, com quem tinha uma relação de amizade.

"O presidente Clinton não sabe nada sobre os crimes terríveis que Jeffrey Epstein se declarou culpado na Flórida há alguns anos, ou aqueles que foram recentemente acusados em Nova York", disse em comunicado o porta-voz do ex-presidente, Angel Ureña.

Clinton "não fala com Epstein há mais de uma década", completou.

Ureña explicou que o ex-presidente fez duas viagens em 2002 e 2003 com o avião de Epstein - duas para a África, uma para a Ásia e outra para a Europa - "relacionadas ao trabalho da Fundação Clinton".

"Funcionários e apoiadores da Fundação e sua escolta do Serviço Secreto viajaram em cada etapa da viagem", detalhou.

"Ele teve uma reunião com Epstein em seu escritório no Harlem em 2002, e perto da mesma data fez uma breve visita ao apartamento de Epstein em Nova York com um funcionário e sua escolta", acrescentou o porta-voz.

Ureña também disse que Clinton "nunca esteve" na mansão Epstein na Flórida, em sua fazenda no Novo México ou na Ilha Little Saint James, a ilha privada do magnata do arquipélago caribenho das Ilhas Virgens.

Epstein foi preso no último sábado e nesta segunda foi acusado pelo Ministério Público americano, em Nova York, de ser responsável por uma rede de tráfico sexual de menores.

De acordo com a acusação, pelo menos entre 2002 e 2005, Epstein pegou dezenas de menores das que abusou em suas mansões em Nova York e na Flórida.

Epstein, de 66 anos, ajudou funcionários e colaboradores a atrair meninas para suas residências, a quem pagou centenas de dólares depois de cometer atos sexuais contra elas, mas também para que recrutassem novas potenciais vítimas.

Em 2008, Epstein chegou a um acordo com a Promotoria do sul da Flórida para pôr fim a uma investigação que poderia lhe render uma condenação à prisão perpétua. Ele se declarou culpado de acusações menores, foi condenado a 13 meses de prisão e chegou a um acordo financeiro com as vítimas.

Além de Clinton, Epstein tinha laços de amizade com figuras influentes, como o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o príncipe Andrew, da Inglaterra, entre outros. EFE