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Irmão de líder dos talibãs morre em ataque à mesquita no Paquistão

Ataque a mesquita em Kuchlak (Paquistão) deixou quatro vítimas - Banaras Khan/AFP
Ataque a mesquita em Kuchlak (Paquistão) deixou quatro vítimas Imagem: Banaras Khan/AFP

Da EFE, em Islamabad (Paquistão) e Cabul (Afeganistão)

16/08/2019 13h54

Um irmão do líder dos talibãs, o mulá Haibatullah, morreu hoje em uma explosão em uma mesquita do Paquistão, na qual também faleceram outras três pessoas, poucos dias depois de a formação insurgente e os Estados Unidos aceitar a assinatura de um acordo para buscar uma saída ao conflito no Afeganistão, segundo informaram fontes insurgentes e policiais.

A explosão aconteceu em uma mesquita situada em Kuchlak, a cerca de 25 quilômetros de distância de Quetta, disse à Agência Efe uma fonte do quartel central da polícia da cidade, Muhammed Furqan.

"Quatro pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas na detonação de uma bomba improvisada", indicou Furqan.

Segundo a fonte, a bomba estava escondida no local desde onde o ímã dirigia a reza das sextas-feiras. "O ímã Hafiz Ahmadullah também faleceu", precisou Furqan.

O porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, confirmou em mensagem no Twitter a morte do ímã Ahmadullah, que foi identificado como o "irmão" do líder dos talibãs, e informou que "outros líderes" também morreram no atentado.

Nenhuma formação reivindicou por enquanto a autoria do ataque, que acontece depois que na terça-feira os talibãs anunciaram ter alcançado um acordo com os Estados Unidos para buscar uma saída a quase duas décadas de conflito no Afeganistão.

No entanto, o grupo insurgente disse que ambas as partes ainda deverão se reunir após consultas finais e a assinatura desse documento será feita diante de fiadores internacionais.

A principal reivindicação dos talibãs, durante uma série de negociações realizadas em Doha, é alcançar um acordo sobre a retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão, enquanto os EUA procuram garantias para que o país não volte a se transformar em um refúgio para terroristas.

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Reuters

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