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1 mês

Fiocruz é escolhida pela Opas para produzir vacinas contra Covid-19

22/09/2021 05h45

Washington, 21 set (EFE).- Um laboratório no Brasil e outro na Argentina foram selecionados nesta terça-feira pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para o desenvolvimento e produção de vacinas contra a Covid-19 utilizando a tecnologia de RNA mensageiro - ou mRNA - e futuras doenças infecciosas.

A Opas anunciou em comunicado que os centros escolhidos são o Instituto de Tecnologia Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), que faz parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o laboratório argentino Sinergium Biotech.

Ambos os centros foram escolhidos como resultado de uma convocação de propostas anunciada em abril pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que atraiu cerca de 30 empresas e instituições científicas latino-americanas, de acordo com a organização regional.

A decisão foi anunciada durante a reunião Transferência de tecnologia para a produção de vacinas de mRNA nas Américas, realizada em paralelo à 59ª reunião do Conselho Diretor da Opas, aberta nesta segunda-feira e que será concluída na próxima sexta.

"Bio-Manguinhos tem uma longa história na fabricação de vacinas e fez progressos promissores no desenvolvimento de uma vacina inovadora com mRNA contra a covid-19", enalteceu a Opas.

Por sua vez, a Sinergium Biotech fará parceria com a empresa de biotecnologia mAbxience, que pertence ao mesmo grupo, para desenvolver e fabricar os ingredientes ativos para a vacina. Ambas as empresas têm experiência na produção e desenvolvimento de vacinas e outros produtos médicos biotecnológicos.

"Há muito trabalho pela frente, mas estamos convencidos de que este esforço resultará no acesso oportuno e equitativo às vacinas em nossa região, que continua sendo a mais afetada por esta pandemia", disse o vice-diretor da Opas, Jarbas Barbosa, anunciando os centros selecionados.

Segundo a OPAS, o continente americano foi o mais afetado globalmente pela pandemia, com 87,6 milhões de infectados e mais de 2,16 milhões de mortes. Além disso, poucos países atingiram a meta de vacinar 40% da população.