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Obama defende acordo nuclear com Irã como diplomacia versus guerra

05/08/2015 18h20

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu o acordo nuclear com o Irã nesta quarta-feira contra um furioso esforço de oponentes políticos e de Israel e disse que abandonar o pacto abriria a possibilidade de guerra.

Invocando iniciativas de paz da Guerra Fria dos ex-presidentes norte-americanos John Kennedy e Ronald Reagan, Obama disse que se o Congresso bloquear o acordo, isso aceleraria o caminho de Teerã em direção a uma bomba e prejudicaria severamente a credibilidade dos EUA.

Obama disse que "alternativas para ações militares vão estar exauridas quando rejeitarmos uma solução diplomática conquistada a duras penas que o mundo apoia quase em unanimidade."

Ele acrescentou: "Não vamos medir palavras. A escolha que enfrentamos é, no fim das contas, entre diplomacia e alguma forma de guerra. Talvez não amanhã, talvez não daqui a três meses, mas em breve."

O discurso de Obama é parte de um novo esforço para promover o acordo, liderado pelos EUA, firmado em 14 de julho entre o Irã e seis potências mundiais, que foi alcançado após 18 meses de negociações.

Oponentes do acordo nos EUA, liderados principalmente por republicanos, dizem que os termos não vão longe o suficiente para assegurar que o Irã nunca será capaz de desenvolver uma arma nuclear e argumentam que retirar as sanções sobre o Irã vai apenas dar poder para o país chegar lá.

Alguns dos mais ferozes críticos de Obama no Congresso rapidamente rejeitaram o argumento do presidente.

"O acordo do presidente Obama com o Irã empodera um dos nossos principais antagonistas e o regime islâmico mais radical do mundo com um caminho para a bomba, mísseis para soltá-la, dinheiro para pagar por ela, e os meios de adquirir novo arsenal militar", disseram o senador republicano John McCain, presidente do Comitê do Senado para as Forças Armadas, e sua colega Lindsay Graham, em comunicado.

"Em vez de desmantelar o programa nuclear do Irã, este acordo o colocaria em prática."

(Reportagem de Julia Edwards, Doina Chiacu, Patricia Zengerle, Yehageh Torbati e Idrees Ali)