Campanha de Hillary aumenta pressão a chefe do FBI sobre investigação de e-mails

WASHINGTON (Reuters) - Assessores da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton criticaram duramente o diretor do FBI James Comey neste domingo pela revelação de uma investigação sobre novos emails encontrados relacionados ao uso de seu servidor privado, pressionando para que ele publique rapidamente mais detalhes sobre as descobertas.

Fontes familiarizadas com o assunto disseram no domingo que Comey provavelmente tem poucas informações sobre o que está nos e-mails, pois o FBI não possui autoridade legal para examinar o conteúdo deles detalhadamente. 

O diretor da campanha John Podesta e o gerente de campanha Robby Mook criticaram Comey por enviar uma carta notificando o Congresso sobre a revisão dos e-mails antes mesmo de saber se eles eram relevantes ou irrelevantes. 

A carta de Comey era "cheia de insinuações, e pouco factual", disse Podesta no programa "State of the Union" na rede CNN, acusando o diretor do FBI de quebrar precedentes ao revelar aspectos de uma investigação em momento tão próximo às eleições do dia 8 de novembro. 

"Pedimos que Sr. Comey se apresente e explique o que está em questão aqui", disse Podesta, acrescentando que a importância dos e-mails não era clara. 

"Comey realmente precisa se apresentar e explicar por que tomou esse passo sem precedentes, principalmente depois que ele mesmo em carta ao Capitólio disse que eles podem nem mesmo ser relevantes", disse Podesta. "Ele poderia ter tomado o primeiro passo e realmente olhado os e-mails antes fazer isso no meio da campanha, tão próximo ao dia de votação". 

A carta de Comey, enviada em meio a objeções de oficiais do Departamento de Justiça, jogou os últimos dias da corrida à Casa Branca entre Clinton e o republicano Donald Trump em uma profunda confusão com Trump focando na questão como prova de seu argumento de que Clinton é corrupta e indigna de confiança.

Comey, que anunciou em julho que a longa investigação do FBI sobre os e-mails de Clinton durante seu período como Secretária de Estado estava terminando sem nenhuma acusação, disse em carta que a agência iria revisar os novos e-mails que emergiram e determinar sua relevância para a investigação sobre sua manutenção de informações confidenciais. 

(Por John Whitesides e Mark Hosenball)

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