Rússia, Paquistão e China alertam para aumento da ameaça do Estado Islâmico no Afeganistão

Por Peter Hobson

MOSCOU (Reuters) - Rússia, China e Paquistão advertiram nesta terça-feira que a influência do Estado Islâmico está crescendo no Afeganistão e que a situação de segurança no local está se deteriorando.

Representantes dos três países, reunidos em Moscou, também concordaram em convidar o governo afegão para esses encontros no futuro, disse o Ministério de Relações Exteriores russo.

"(Os três países) expressaram preocupação especial com a crescente atividade de grupos extremistas, incluindo a filial afegã do EI, no país", disse a porta-voz do ministério, Maria Zakharova, após a reunião.

Os Estados Unidos, que ainda têm cerca de 10 mil soldados no Afeganistão mais de 15 anos depois que o Taliban foi derrotado por forças afegãs apoiadas pelos EUA, não foi convidado para as conversações de Moscou.

Zakharova disse que Rússia, China e Paquistão "destacaram a deterioração da situação de segurança (no Afeganistão)".

Os três países concordaram com uma "abordagem flexível para remover algumas pessoas das listas de sanções como parte dos esforços para promover um diálogo pacífico entre Cabul e o movimento taliban", acrescentou.

Mais cedo na terça-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afegão, Ahmad Shekib Mostaghni, disse que o país não foi devidamente informado sobre a reunião de Moscou.

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