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Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, irá reabrir após protestos

27/02/2018 18h22

JERUSALÉM (Reuters) - A Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, onde segundo a tradição ocorreu a crucificação e o sepultamento de Jesus, irá reabrir suas portas após Israel voltar atrás nesta terça-feira em uma decisão sobre um plano de impostos e um esboço de legislação de propriedades que gerou um protesto de três dias.

A rara decisão no domingo de líderes da igreja de fecharem o local sagrado, um ponto favorito entre turistas e peregrinos, e a chegada do feriado da Páscoa colocaram pressão extra sobre Israel para reavaliar e suspender a ação.

    Após receberem um comunicado do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, clérigos católicos-romanos, ortodoxos gregos e armênios disseram que a igreja irá reabrir na manhã de quarta-feira.

    Um comitê israelense liderado pelo ministro do gabinete Tzachi Hanegbi irá negociar com representantes da igreja para tentar resolver a disputa sobre planos para taxar propriedades comerciais possuídas pela igreja em Jerusalém, informou o comunicado de Netanyahu.

    Líderes da igreja, em um comunicado conjunto, elogiaram o diálogo.

“Após a construtiva intervenção do primeiro-ministro, as igrejas estão ansiosas para comprometimento com o ministro Hanegbi, e com todos aqueles que amam Jerusalém, para garantir que nossa cidade sagrada, onde nossa presença cristã continua enfrentando desafios, permaneça um lugar onde as três fés monoteístas (judaísmo, islã e cristianismo) possam viver e prosperar juntas”.

(Reportagem de Ori Lewis, Mustafa Abu Ghaneyeh e Nidal al-Mughrabi)