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Produção de vacina da Moderna não deve aumentar muito nos próximos meses, diz CEO

O governo dos Estados Unidos tem apelado à Moderna para acelerar sua produção e seus cronogramas de entrega das vacinas  - Dado Ruvic/Reuters
O governo dos Estados Unidos tem apelado à Moderna para acelerar sua produção e seus cronogramas de entrega das vacinas Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Manojna Maddipatla e Carl O'Donnell

14/04/2021 17h42

NOVA YORK (Reuters) - O ritmo de produção da vacina contra Covid-19 da Moderna dificilmente aumentará de forma acentuada nos próximos meses, mas a farmacêutica norte-americana acredita que ele terá se intensificado consideravelmente até 2022, disse seu executivo-chefe nesta quarta-feira.

O governo dos Estados Unidos tem apelado à Moderna para acelerar sua produção e seus cronogramas de entrega das vacinas desde que suspendeu temporariamente o envio da vacina da Johnson & Johnson devido a relatos de que seis mulheres desenvolveram coágulos sanguíneos raros depois de recebê-la.

"Acrescentar grandes porções de capacidade leva tempo", disse o CEO Stéphane Bancel durante uma conversa com investidores nesta quarta-feira.

Ele acrescentou, porém, que acredita que investimentos anunciados recentemente na capacidade produtiva aumentarão "muito materialmente" a produção da Moderna no ano que vem.

A Moderna ainda está a caminho de entregar entre 700 milhões e 1 bilhão de doses globalmente em 2021, disse Bancel.

O coordenador anti-Covid-19 da Casa Branca, Jeff Zients, afirmou na terça-feira que os EUA têm vacinas mais do que suficientes da Pfizer e da Moderna para manter o ritmo de inoculações com ou sem doses da J&J.

Mais cedo neste mês, a Moderna disse que ruma para cumprir as metas de entrega na Europa, que também deteve a distribuição da vacina da J&J.