União Europeia quer proibir canudos e outros produtos plásticos nos países membros

A Comissão Europeia propôs nesta segunda-feira (28) uma série de medidas, que vão desde a proibição de certas mercadorias à obrigação da ...

Os produtos citados são responsáveis por 70% do lixo que termina em oceanos e em praias. "O plástico pode ser algo fantástico, mas devemos utilizá-lo de forma responsável" afirmou um dos vice-presidentes da Comissão, Jyrki Katainen.

Cotonetes, pratos, bastões de balões e canudos serão proibidos e deverão ser fabricados com um material mais durável. Com relação às vasilhas e aos copos, os Estados membros deverão decidir qual será o método para atingir a redução – mercadorias alternativas nos pontos de venda é uma hipótese cogitada.

Também será obrigatório aos países a recuperação de 90% das garrafas plásticas descartáveis até 2025. A Comissão sugeriu a aplicação de um sistema onde o consumidor paga um pouco mais pelo produto, mas pode ter o dinheiro de volta se devolvê-lo em um ponto de reciclagem.

Além disso, os fabricantes dos produtos plásticos deverão cobrir os custos da gestão do lixo e indicar nas etiquetas como reciclar cada item. Essa regra valerá para os pacotes de chips, balas, copos, filtros de cigarro e sacolas.

Segundo a Rethink Plastics, ONG que atua em favor de um futuro sem a presença do plástico, anualmente 46 bilhões de garrafas são consumidas dentro da União Europeia, além de 580 bilhões de restos de cigarro, 2,5 bilhões de vasilhas, 16 bilhões de copos e 36,4 bilhões de canudos.

Nova fase na luta contra o plástico

Essa é uma nova etapa na "caça ao plástico" da União Europeia, que já tem uma pequena vitória em seu histórico: cerca de três a cada quatro europeus reduziram o consumo de sacolas após a aprovação de uma primeira legislação restritiva do material. As propostas da Comissão serão estudadas pelo Parlamento e pelo Conselho.

"Os resíduos plásticos constituem inegavelmente uma prioridade. Os europeus devem se concentrar nesse assunto, porque o plástico termina no ar que respiramos, no nosso solo, nos oceanos e nos alimentos", declarou Frans Timmermans, também vice-presidente da Comissão.

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