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Polícia da Holanda descobre família que vivia em porão há 9 anos à espera do fim do mundo

16/10/2019 08h40

A polícia holandesa encontrou uma família escondida em uma "pequena sala fechada" no subsolo de uma casa de campo isolada no norte do país. Segundo a imprensa local, seis pessoas - o pai e cinco filhos - viviam reclusos esperando o fim do mundo.

A polícia holandesa encontrou uma família escondida em uma "pequena sala fechada" no subsolo de uma casa de campo isolada no norte do país. Segundo a imprensa local, seis pessoas - o pai e cinco filhos - viviam reclusos esperando o fim do mundo.

"Encontramos seis adultos que afirmaram que eram da mesma família, um pai e seus filhos. Todos são maiores de idade, segundo o relato deles", afirma o comunicado da polícia.

A descoberta despertou surpresa entre os moradores da cidade de Ruinerworld, já ninguém conhecia a família. Foi um dos filhos, com cerca de 25 anos, que resolveu pedir ajuda, "preocupado com as condições de vida do grupo", segundo a polícia.

No noite do último domingo (13), o jovem chegou a um bar do local "em estado de confusão mental". Sujo, com barba e cabelos longos e vestindo roupas rasgadas, ele pediu ajuda ao gerente do estabelecimento, que chamou a polícia. O rapaz afirmou que em nove anos nunca havia deixado o porão onde vivia com o pai e os irmãos.

Fim dos tempos

Quando os policiais chegaram na casa, "descobriram pessoas vivendo em um pequeno alojamento". De acordo com as informações divulgadas pela imprensa, a família vivia de forma autônoma, "tinha uma horta e uma cabra para a alimentação", e morava no alojamento "aguardando o fim dos tempos". Alguns dos filhos "não tinham nenhuma ideia da existência de outras pessoas no mundo", afirmam jornais holandeses.

A polícia deteve o proprietário do sítio, um homem de 58 anos, que aparentemente não possui parentesco com as pessoas encontradas. No entanto, até o momento, não se sabe se o pai e os filhos estavam lá voluntariamente ou foram forçados. Outro dado divulgado pela polícia é que nenhum nome fornecido pelos indivíduos que moravam no subsolo do sítio está registrado nas administrações municipais do país.

Os investigadores trabalham com várias hipóteses para explicar o mistério, mas não revelou maiores detalhes. "Nunca vi antes algo assim", confessou Rogeer de Groot, prefeito de Ruinerworld, local onde fica a casa de campo, afastada do centro da cidade e cercada por árvores, havia sete pessoas.

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