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Covid-19: Europa registra alta de contágios após controlar segunda onda

04/12/2020 11h42

Com 19 milhões de casos registrados e mais de 430.000 mortes, o continente é a região onde foram registrados o maior número de contágios na última semana, mesmo não sendo o mais atingido pela epidemia. Foram contabilizadas 1,7 milhão de novas contaminações, em 52 países, e uma média de 242.500 casos diários.

Com 19 milhões de casos registrados e mais de 430.000 mortes, o continente é a região onde foram registrados o maior número de contágios na última semana, mesmo não sendo o mais atingido pela epidemia. Foram contabilizadas 1,7 milhão de novas contaminações, em 52 países, e uma média de 242.500 casos diários.

A alta, de 2%, acontece depois de quase duas semanas de diminuição dos contágios na Europa. Apesar disso, em alguns países do continente, a queda do número de casos ainda continua sendo significativa.

É o caso da Polônia (-39%, o equivalente a 12.500 contágios diários), Portugal (-27% e cerca de 3.900 contaminações) e a Áustria (-27% e 3.800 casos). Em quarto e quinto lugar estão a França, com uma diminuição de 24% dos casos e 10.500 diagnósticos positivos diários e a Itália (-23% e 22.100 testes positivos em 24 horas).

Os cinco países adotaram as medidas mais rígidas do continente. As situações diferem dentro da Europa. A Itália, por exemplo, apesar da desaceleração, registrou o recorde de quase 1.000 mortes em 24 horas, levando o governo a anunciar medidas mais rígidas para os deslocamentos durante as festas de fim de ano.

Na França, onde a Covid-19 provocou mais de 300 mortes em 24 horas, mas onde há uma redução do número de pacientes nas UTIs, a vacinação será gratuita para todos, anunciou o primeiro-ministro Jean Castex nesta quinta-feira (3).

Na Bélgica, o governo também anunciou a intenção a vacinar as pessoas que fazem parte do grupo de risco a partir de janeiro. Já na República Tcheca, lojas, restaurantes e museus reabriram na quinta-feira. A Grécia decidiu prolongar o lockdown por mais uma semana, depois que o governo considerou as taxas de infecção elevadas.

Na Suécia, que decidiu fechar as escolas do ensino médio por um mês, a segunda onda da epidemia chegou ao nível máximo, depois que o país aplicou, inicialmente, uma estratégia menos rígida para controlar as contaminações.

65 milhões de casos no mundo

Mais de 65 milhões de casos do novo coronavírus foram registrados no mundo desde o início da pandemia da Covid-19 e 1,5 milhão de mortes foram registradas. Nesta sexta-feira (4), o balanço mundial alcançou 65.084.394 casos. Os Estados Unidos superaram 14 milhões de casos e mais de 276.000 mortes.

Na quinta-feira, a maior potência do planeta registrou pelo menos 210.000 novos casos, um recorde desde o início da pandemia, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. A América Latina e o Caribe contabilizaram 13,3 milhões de casos e 453.974 vítimas. 

A Ásia registrou 12,6 milhões de contágios e 197.559 mortes, o Oriente Médio, 3,4 milhões de casos (80.163 mortes), a África, 2,2 milhões de contágios (52.825 mortes) e a Oceania, 30.388 casos (942 vítimas fatais).  

Vacinação começa no Reino Unido

O Reino Unido, país mais afetado da Europa com 60.113 mortes, anunciou o início da vacinação na próxima semana para os residentes e funcionários de casas de repouso. Na quarta-feira, o país foi o primeiro no mundo a aprovar o uso da vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech.

A agência reguladora de medicamentos britânica se defendeu nesta sexta-feira (4) das críticas a sua rápida aprovação da vacina Pfizer/BioNTech. "Nenhuma vacina seria autorizada no Reino Unido se não cumprisse as normas de segurança, qualidade e eficácia", afirmou a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla em inglês) em um comunicado.

"Todas as vacinas são submetidas a testes clínicos que atendem às normas internacionais", acrescenta a nota. Nesta quinta-.feira (3), o imunologista americano Anthony Fauci disse que a MHRA "precipitou a aprovação". Mais tarde, porém, pediu desculpas: "Tenho grande confiança no que o Reino Unido está fazendo, tanto cientificamente quanto em termos de regulamentação", declarou à rede BBC.

A Pfizer/BioNTech e a Moderna - que prevê disponibilizar entre 100 milhões e 125 milhões de doses de sua vacina contra a covid-19 no primeiro trimestre de 2021, a grande maioria para os Estados Unidos - solicitaram a aprovação da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) americana.  Em caso de autorização, as duas vacinas poderão estar disponíveis no país antes do fim do ano.

(Com informações da AFP)