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África do Sul tem 2 milhões de doses de vacinas anticovid que podem ir para o lixo por risco de contaminação

12/06/2021 17h01

A África do Sul, que entrou na terceira onda da pandemia de Covid-19 esta semana e está atrasada em sua campanha de vacinação, anunciou neste sábado (12) que dois milhões de vacinas da americana Johnson & Johnson (J&J) não poderão ser usadas por enquanto. Elas fazem parte de lotes suspeitos de terem sido contaminados após um erro de manipulação do laboratório no momento da fabricação dos imunizantes. 

A África do Sul, que entrou na terceira onda da pandemia de Covid-19 esta semana e está atrasada em sua campanha de vacinação, anunciou neste sábado (12) que dois milhões de vacinas da americana Johnson & Johnson (J&J) não poderão ser usadas por enquanto. Elas fazem parte de lotes suspeitos de terem sido contaminados após um erro de manipulação do laboratório no momento da fabricação dos imunizantes. 

As autoridades americanas anunciaram na sexta-feira (11) que "vários lotes" da vacina, ou seja, milhões de doses, fabricada em Baltimore, nos Estados Unidos, e cuja produção teve de ser interrompida há várias semanas, terão que ser retirados de circulação.

"Temos dois lotes desse grupo, que representam 2 milhões de doses, atualmente mantidas no armazém de Gqeberha (ex-Port Elizabeth, Sul)", disse a ministra da Saúde da África do Sul Mmamoloko Kubayi-Ngubane a jornalistas durante uma visita a um hospital. A autoridade reguladora de produtos de saúde (Sahpra) terá que se pronunciar sobre sua provável retirada.

Em março, testes realizados na fábrica americana revelaram que produtos que entram na composição da vacina AstraZeneca, fabricada no mesmo local, foram misturados por engano às vacinas J&J, causando a contaminação de milhões de doses e deixando-as inutilizáveis. Outros lotes ainda precisam ser analisados.

"Não podemos negar que é um retrocesso em nosso programa de vacinação", acrescentou a ministra, que recentemente substituiu Zweli Mkhize, afastado após suspeitas de corrupção.

Pfizer difícil de armazenar

A única vacina comprada pelo governo e aprovada pelas autoridades de saúde da África do Sul é a fabricada pela Pfizer. O país conseguiu obter 30 milhões de doses desse imunizante. No entanto, o fármaco, que exige duas injeções, precisa ser armazenado em temperatura muito baixa, o que restringe seu uso.

A África do Sul tem um estoque de 31 milhões de vacinas J&J (de dose única) para imunizar sua população de 59 milhões. Uma entrega de 300 mil novas doses do mesmo fármaco está prevista para terça-feira (14), disse Kubayi-Ngubane.

A África do Sul, onde 58 mil pessoas morreram de Covid-19, vacinou até agora pouco mais de 1% de sua população.

(Com informações da AFP)