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Rússia: Motim em massa explode em prisão no Cáucaso após denúncias de tortura

16/10/2021 15h01

As autoridades russas abriram uma investigação neste sábado (16), após um motim de presidiários de um centro de detenção em Vladikavkaz, no Cáucaso russo. No dia anterior, pelo menos 200 presos se rebelaram para denunciar atos de tortura praticados pelos guardas. De acordo com declarações oficiais, o incidente não causou vítimas.

As autoridades russas abriram uma investigação neste sábado (16), após um motim de presidiários de um centro de detenção em Vladikavkaz, no Cáucaso russo. No dia anterior, pelo menos 200 presos se rebelaram para denunciar atos de tortura praticados pelos guardas. De acordo com declarações oficiais, o incidente não causou vítimas.

Paul Gogo, correspondente da RFI em Moscou

De acordo com associações de direitos humanos, mais de 200 detidos participaram de um motim na sexta-feira, 15 de outubro, em uma prisão em Vladikavkaz, no Cáucaso. Segundo o relato da polícia, "as forças especiais" teriam controlado a rebelião em poucas horas.

Oficialmente, o incidente não causou vítimas, mas, de acordo com a ONG Gulagu.net, os detidos "cortaram as veias" para acabar com a violência policial. Há poucos dias, o site especializado postou imagens dos serviços prisionais russos: atos desumanos de tortura foram vistos em uma colônia penal na região de Saratov.

Tumultos em prisão da Sibéria em abril

A ONG afirma, depois de ter feito contato com presos de Vladikavkaz, que está farta dos atos de violência dos guardas que teriam empurrado os presos para o motim.

Esses fatos são recorrentes na Rússia: os últimos distúrbios desse tipo dataram de abril passado, em uma colônia siberiana. A cada vez, as ONGs fazem a mesma observação: os detentos que participaram dos distúrbios foram, nas semanas que se seguiram, severamente punidos pelos guardas.