Polícia investiga veterinário que colou pata fraturada de cão com Super Bonder

José Bonato
Do UOL, em Ribeirão Preto (SP)

  • Divulgação

    A poodle Radija, de quatro meses, teve a pata fraturada ao saltar do sofá da família

    A poodle Radija, de quatro meses, teve a pata fraturada ao saltar do sofá da família

Uma família de São Manuel (259 km de São Paulo) deu queixa na polícia contra um veterinário da cidade que colou a pata fraturada de uma cachorra com Super Bonder. A poodle Radija, de quatro meses, foi levada ao veterinário depois de se ferir ao saltar do sofá da família na semana passada.

Segundo o dono do animal, o caminhoneiro José Luiz Padovan, 40, o veterinário passou a cola Super Bonder na região fraturada e grudou a pata dianteira esquerda no peito da poodle, que, após o atendimento, permaneceu gemendo de dor. A mulher do caminhoneiro resolveu então, de acordo com ele, desgrudar a pata com água morna. O animal ficou cerca de quatro horas sob o chuveiro. “Quando desgrudou, a pele saiu junto. Foi horrível.” De acordo com o dono da cachorra, o pet shop cobrou R$ 50 pelo trabalho.

O veterinário Airton Roberto Romão afirmou que a pata não foi colada ao peito, mas sim sob uma das axilas da cachorrinha, dobrada, para que ficasse imobilizada. Ele disse que, em 32 anos de profissão, já usou a técnica com sucesso em ovinos, caprinos e aves.

Romão alegou que, em 27 dias no máximo, a pata se desgrudaria naturalmente da pele. “Uma substância oleosa que a pele solta acabaria fazendo a pata se descolar. Mas a dona se desesperou e resolveu tirar com água quente e aí acabou abrindo um buraco”, afirmou. O profissional disse que essa técnica apresenta vantagem em relação ao uso de talas porque o local do ferimento não fica abafado.

A poodle passou por um cirurgia nesta terça-feira (31) no Hospital Veterinário da Unesp (Universidade Estadual Paulista de Botucatu). O animal passa bem, segundo o dono, mas continua caminhando somente com as três patas.

A veterinária que cuidou da cachorra no hospital da Unesp, identificada apenas como Sheila, foi procurada para comentar o caso, mas não foi encontrada.

A polícia instaurou inquérito para apurar se houve maus-tratos contra o poodle.

 

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