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Fotos

Pesquisadores do Museu de Ciências da Terra/CPRM e do Museu Nacional/UFRJ apresentam o mais antigo réptil fossilizado encontrado no Estado do Rio de Janeiro, o Crocodilo Guerreiro (Sahitisuchus fluminensis) Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

O exemplar é proveniente do depósito calcário situado em São José, município de Itaboraí, no Estado do Rio de Janeiro, que foi formado entre 58.5 e 56.5 milhões de anos atrás. A nova espécie, batizada de "Sahitisuchus fluminensis" - que em tradução livre significa o crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro - é a mais antiga encontrada no Estado do Rio de Janeiro e representa uma linhagem que sobreviveu a grande extinção ocorrida no final do Cretáceo, há 65 milhões de anos, que dizimou a maior parte dos dinossauros Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

O depósito de calcário no município de Itaboraí foi explorado de 1933 a 1984 pela Companhia Nacional de Cimento Portland Mauá, quando descobriram vários fósseis. Destaca-se um crânio encontrado articulado com a mandíbula (foto) e algumas vértebras do pescoço. Trata-se de um dos melhores exemplares de crocodilomorfos encontrado em rochas do Paleoceno em todo mundo, não apenas no Brasil. Esse material permaneceu por muito tempo sem ter sido preparado nas coleções do Museu de Ciências da Terra/CPRM Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

"Sahitisuchus fluminensis", cujo nome específico é uma homenagem à população do Rio de Janeiro, representa um animal com aproximadamente dois metros de comprimento. Pertence ao grupo dos sebecossúquios, que eram bastante abundantes durante o Cretáceo e bem adaptados a uma vida em terra firme, o que também era o caso da nova espécie Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

Além de representar uma nova espécie de réptil fóssil do Brasil, a importância da descoberta de Sahitisuchus se deve ao fato de demonstrar que a diversidade dos crocodilomorfos após a extinção ocorrida no final do período Cretáceo se tornou bem reduzida Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

Possuía o crânio moderadamente alto e em torno de 16 dentes na arcada superior. Todos os dentes têm os bordos serrilhados, uma característica presente em outros sebecossúquios e que facilitava o ato de dilacerar a sua presa constituída, possivelmente, de mamíferos marsupiais ou outros répteis menores. Dentro dos sebecossúquios, Sahitisuchus faz parte dos Sebecidae, cujos restos são encontrados, sobretudo, na Argentina. A nova espécie se diferencia das demais pela ausência de uma fenestra mandibular externa e por uma combinação única de outros detalhes anatômicos Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

Na foto, os paleontólogos Diogenes de Almeida Campos, Alexander Kellner e Andre Pinheiro apresentam o fóssil do réptil mais antigo do Estado do Rio de Janeiro Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

Pesquisadores do Museu de Ciências da Terra/CPRM e do Museu Nacional/UFRJ apresentam o mais antigo réptil fossilizado encontrado no Estado do Rio de Janeiro, o Crocodilo Guerreiro (Sahitisuchus fluminensis) Julio Cesar Guimaraes/UOL Mais

Bacia São José de Itaboraí, mostrando a situação atual, onde a antiga jazida encontra-se debaixo da água Divulgação Mais

Cabeça de "Sahitisuchus fluminensis", vista de cima Divulgação Mais

Dente de "Sahitisuchus fluminensis", com bordos serrilhados. Essa característica é compartilhada com os dinossauros carnívoros Divulgação Mais

Reconstrução em vida de "Sahitisuchus fluminensis" em atividade de caça Maurilio Oliveira Mais

Descoberto fóssil de réptil mais antigo do Estado do Rio: "Crocodilo guerreiro"

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