Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Polícia do Rio conclui inquérito e indicia Bruno por sequestro de Eliza

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira (8) que o inquérito que apurou o crime de sequestro no caso do desaparecimento de Eliza Samudio está concluído e indicia o goleiro Bruno, do Flamengo, como mandante.

O relatório, que pode ser entregue ainda hoje ao Ministério Público, está sendo finalizado e aponta como responsáveis Bruno, o amigo do goleiro conhecido como Macarrão, Luiz Henrique Romão, e o adolescente de 17 anos apreendido após prestar depoimento que mudou os rumos da investigação. Macarrão e o adolescente serão indiciados como executores. Em seguida, o MP vai decidir se apresenta denúncia à Justiça.

"O trabalho da Polícia do Rio de Janeiro se encerrou, e os presos estão à disposição da Justiça", afirmou o delegado titular da DH, Felipe Ettore.

O caso também é investigado em Minas Gerais, mas como homicídio. Segundo o delegado Edson Moreira, que conduz as investigações no Estado, o crime está 80% elucidado. Foi “premeditado, planejado e friamente executado”, definiu. Este inquérito ainda não foi finalizado.

Denúncia
O Ministério Público do Rio de Janeiro também denunciou o goleiro e Macarrão pelos crimes de sequestro/cárcere privado e de lesão corporal, pelos crimes cometidos em outubro de 2009, quando os dois sequestraram Eliza tentaram forçá-la a abortar. A peça será analisada pelo Judiciário e, se recebida, ambos se tornam réus em ação penal pelos crimes.

“Os elementos dos autos demonstram que o primeiro denunciado [Bruno] tem personalidade distorcida, sempre agindo com brutalidade e acompanhado de seguranças. Inclusive, todos nós sabemos das declarações dadas pelo denunciado nos jornais, indicando que se trata de pessoa que não se importa em utilizar de violência física, principalmente contra mulheres”, escreveu o promotor Homero das Neves Freitas Filho, que pediu a prisão preventiva de ambos.

Crime foi premeditado, diz delegado
A polícia mineira elucidou 80% do caso do desaparecimento de Eliza, afirmou em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta o delegado Edson Moreira, que conduz as investigações no Estado. Segundo ele, o crime foi “premeditado, planejado e friamente executado”. O goleiro se entregou à polícia ontem após ter tido a prisão temporária decretada em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Marcos Aparecido Santos, conhecido como Bola ou Paulista, é o novo alvo da polícia, apontado pelas investigações por ter estrangulado Eliza até a morte. Santos é ex-agente da Polícia Civil de MG, tem 45 anos, adestrava cães e dava cursos de sobrevivência. Ontem, dez cães foram apreendidos na casa do suspeito, em Vespasiano (região metropolitana de Belo Horizonte).

“O Bruno estava lá dentro da casa e via a mulher com a cabeça toda estourada e acompanhou a ida de Eliza para o sacrifício”, disse Moreira, que classificou o ex-policial como um “especialista em matar”.

Bruno e Macarrão passaram a noite presos em celas separadas na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, e foram transferidos hoje às 12h50 para a unidade de Bangu 2, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Eles negam envolvimento no desaparecimento e disseram que só responderão em juízo. Os dois não receberam visitas, e segundo informações de policiais, não comem e não tomam banho desde ontem. No local, eles só podem beber água e usar o banheiro.

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