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Polícia prende fundador da facção Comando Vermelho em imóvel na zona oeste do Rio

Hanrrikson de Andrade

Do UOL Notícias, no Rio de Janeiro

29/11/2011 13h22

 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (29) o ex-líder do tráfico de drogas na Rocinha Eraldo Souza da Silva, 52, que chefiou o crime organizado na favela da zona sul do Rio de Janeiro até 1994. O suspeito é apontado como um dos fundadores da maior facção criminosa do Estado, o Comando Vermelho (CV).

Eraldo foi localizado a partir de uma denúncia anônima em uma casa na Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste, e encaminhado para a Delegacia de Repressão Contra os Crimes de Saúde Pública, responsável pela diligência. Em 2010, a Justiça expediu dois mandados de prisão - por homicídio, tráfico e formação de quadrilha - contra ele.

Segundo a polícia, o "capitão" Eraldo controlava as favelas da Rocinha e do Vidigal -- comunidades que foram recentemente ocupada pelas forças policiais, assim como a Chácara do Céu -- com mãos de ferro. Durante o período no qual gerenciou as bocas de fumo da região, assassinou pelo menos três traficantes rivais, porém da mesma facção.

Braço direito de um dos principais personagens na história do tráfico carioca, Dênis Leandro, Eraldo participou da fundação da facção Comando Vermelho (CV) no início da década de 90 -- que teve origem no grupo armado Falange Vermelha, criado para lutar contra a ditadura militar.

Eraldo da Rocinha estava foragido desde 2001, quando foi preso por policiais da Delegacia de Roubos de Cargas em Maricá. Na época, ele era integrante de uma outra facção criminosa, o Terceiro Comando, e estava foragido desde 1998. O criminoso chegou a tentar organizar o narcotráfico na região dos Lagos, mas a polícia conseguiu frustrar os planos de Eraldo.

O ex-chefe do tráfico de drogas na Rocinha marcou a crônica policial carioca em 1994, quando, munido de um alvará de soltura falsificado, fugiu do presídio Frei Caneca pela porta da frente, vestindo um terno fino e caminhando. Segundo historiadores, ele ainda se despediu dos guardas de plantão antes de deixar a cadeia. Um ano antes, ele havia sido condenado a 31 anos de prisão.

Preso novamente em 1996, Eraldo fugiu novamente. Desta vez, do presídio Plácido Sá Carvalho, de onde foi liberado para visitar a família num fim de semana e não mais voltou.

Cotidiano