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Leilão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília será um dos mais complexos já feitos

Movimentação intensa de passageiros no saguão do Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica), em São Paulo, às vésperas do Natal de 2011 - Luis Moura/AE/AE
Movimentação intensa de passageiros no saguão do Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica), em São Paulo, às vésperas do Natal de 2011 Imagem: Luis Moura/AE/AE

Débora Melo

Do UOL, em São Paulo

20/01/2012 21h14

O leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília, marcado para o próximo dia 6 de fevereiro, em São Paulo, seguirá um novo modelo, até então inédito por aqui. De acordo com André Demarco, diretor de operações da BM&FBovespa, que organiza o leilão, esse será "um dos mais complexos" leilões já realizados no Brasil.

Os três aeroportos serão disputados simultaneamente pelos consórcios, de forma a “tentar obter o maior valor pelo conjunto de aeroportos”, segundo Adriano Miranda, presidente da comissão de licitação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), durante a apresentação do leilão nesta sexta-feira (20), na BM&FBovespa, em São Paulo.

Isso quer dizer que não será o lance individual mais alto que vai indicar qual consórcio sairá na frente na disputa por determinado aeroporto, mas o conjunto de propostas que resultar no “maior valor global”, ou seja, na “maior somatória” pelos três terminais, lembrando que um mesmo consórcio não poderá arrematar mais de um aeroporto.

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Dessa forma, a classificação de cada consórcio poderá ser alterada a cada novo lance. O consórcio que tiver feito propostas para mais de um terminal não terá como garantir que, no final, levará o aeroporto de sua preferência. Durante a disputa, eles serão classificados como titular, ativo, inativo ou, ainda, desclassificado. No momento em que se encerrarem os lances, será vencedor o consórcio que tiver a classificação de titular.

Para tentar atingir seus objetivos, os consórcios terão que fazer diversos cálculos antes de cada lance e, por isso, a previsão é que o leilão seja longo, podendo demorar até cinco horas. De acordo com Paulo Cirulli, gerente de produtos imobiliários e leilões especiais da BM&F Bovespa, “outros países utilizam modelos [de leilão] ainda mais complexos”.

Os lances mínimos foram fixados em R$ 3,4 bilhões para Guarulhos (Cumbica), R$ 1,471 bilhão para Viracopos e R$ 582 milhões para Brasília.

Análise do TCU

O TCU (Tribunal de Contas da União) está analisando o edital do leilão e uma eventual reprovação não é descartada --caso existam inconsistências no texto. Se isso acontecer, o leilão poderá ser paralisado, admitiu a superintendente de regulação econômica da Anac, Daniele Crema.

Segundo ela, mesmo que o TCU não se pronuncie sobre o texto até o dia do leilão (6 de fevereiro), “o certame acontecerá normalmente na data prevista”. Já o presidente da comissão de licitação, Adriano Miranda, disse acreditar “que os documentos apresentados ao TCU se sustentam”.

Na próxima segunda-feira (23), a Anac deverá divulgar uma ata de esclarecimento com as respostas para mais de mil perguntas sobre o leilão.

Cotidiano