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Jovem que caiu de camarote na Festa do Peão de Americana (SP) pode ficar paraplégica

Rafaela Teixeira, 22, disse estar "indignada" com o ocorrido e reclama de falta de segurança no camarote - Divulgação
Rafaela Teixeira, 22, disse estar "indignada" com o ocorrido e reclama de falta de segurança no camarote Imagem: Divulgação

Do UOL, em Americana (SP)

15/06/2013 04h48

A estudante de enfermagem Rafaela Teixeira, 22, que caiu do camarote da prefeitura na Festa do Peão de Americana (SP), na madrugada da última quinta-feira (13), corre o risco de ficar paraplégica.  

A jovem tropeçou em uma tábua solta e despencou cerca de quatro metros sobre ferragens. Ela foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e conduzida ao hospital municipal de Americana, onde foi constatada uma fratura na coluna. Rafaela passou uma cirurgia que durou cerca de seis horas e permanece internada sem previsão de alta.

“Estou indignada. Por ser um camarote, teria que ter mais segurança, mas faltava até iluminação na escada, o que facilita que as pessoas caiam. Depois de meia hora que eu já tinha caído, colocaram uma grade de segurança no local, mas já era tarde”, disse a jovem, em entrevista ao jornal “TodoDia”, que circula na região de Campinas.

Segundo relatos de amigos de Rafaela que conversaram com o médico responsável pelo tratamento, a estudante deve ainda ficar pelo menos quatro meses na cadeira de rodas, caso consiga evitar a paraplegia.

“Ela contou para mim que tropeçou e foi tentar segurar em uma cortina, achando que era uma parede, mas não tinha nada e caiu de uma altura de quatro metros. Ali não era para ter cortina, mas uma grade de proteção”, afirma Taiane Paião Paracampos, 18, amiga da jovem.

Até a noite desta sexta-feira (15), nenhum Boletim de Ocorrência havia sido registrado, mas o pai da estudante, o ex-cabo da Polícia Militar Irineu Teixeira, adiantou que a família pretende processar os organizadores da festa.

“Eu estou indignado porque só aconteceu por falta de segurança. Estou tentando buscar informações com os bombeiros que a socorreram para abrir um processo”, disse Teixeira.

Outro lado: advogado fala em “fatalidade”

O UOL tentou contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Americana, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. 

O advogado do CCA (Clube dos Cavaleiros de Americana), que organiza a festa, José Antônio Frazin, mas ele não foi localizado para comentar o caso. 

Em entrevista ao jornal “TodoDia”, no entanto, o advogado se pronunciou sobre o ocorrido e disse tratar-se de uma “fatalidade”. Frazin disse que o clube está com todos os alvarás de funcionamento em dia.

"Todos os laudos estão OK. Quanto a isso estamos muito tranquilos", afirmou o representante, que disse também que o clube irá acatar qualquer decisão judicial sobre o caso.

Sobre o fato de nenhuma ocorrência ter sido registrada momentos após o acidente Frazin disse que a organização priorizou o atendimento à jovem.

"Na hora, tratou-se de socorrê-la, e o BO é uma providência que pode ser feita em outra hora. O pai da garota, ao que parece, fará isso na segunda-feira", afirmou.

A Polícia Civil de Americana também foi procurada para comentar as razões de o caso não ter sido registrado logo após o ocorrido, bem como para saber se a ação do CCA é permitida pela legislação, mas o responsável pelo policiamento da Festa do Peão não foi encontrado.

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