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Água do volume morto deve chegar no domingo à população de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

18/05/2014 06h00

A água captada do volume morto do Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, deve chegar às torneiras dos consumidores neste domingo (18), após uma operação de captação inédita no Brasil.

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Segundo o jornal "O Estado de S.Paulo", cálculos do engenheiro Roberto Massaru Watanabe, que participou do projeto de construção do Sistema Cantareira, a água levaria cerca de 66 horas para percorrer o trajeto da represa de Jacareí até a estação de tratamento Guaraú, onde será tratada por cerca de oito horas. Por esse cálculo, a água retirada do volume morto do sistema deve chegar à população no domingo.

Procurada pelo UOL, a Sabesp disse não ter um cálculo do tempo que a água do volume morto chegará aos consumidores.

Volume morto é o nome que se dá à a água que fica no fundo das represas, abaixo do nível de captação das comportas.  Com a manobra, o volume de água no sistema de abastecimento passou para 26,7% da capacidade total na sexta-feira (16).

O governo gastou R$ 80 milhões para construir canais e instalar bombas para a retirada da água nas represas Atibainha, em Nazaré Paulista, e Jaguari/Jacareí, em Joanópolis.

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Qualidade do volume morto

A qualidade da água do volume morto coloca em lados opostos pesquisadores e o governo estadual.

O governo garante que a água é a mesma da que vem sendo retirada dos reservatórios e usada pelos consumidores atualmente. "É uma água totalmente testada pela Cetesb [Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental], aprovada igual as demais águas", disse Alckmin.

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Especialistas entrevistados pelo UOL, no entanto, alertam para os riscos à saúde do uso do volume morto. Para Sílvia Regina Gobbo, professora de ecologia da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), o tratamento de água usado atualmente não consegue resolver os problemas dos metais pesados que podem estar acumulados no fundo dos reservatórios.

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Duração da reserva

Autoridades e órgãos divergem sobre até quando essa água vai durar. Inicialmente, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou que o volume morto seria suficiente para garantir água até setembro, mas mais recentemente passou a falar em novembro, quando deveria começar o período chuvoso.

A ANA (Agência Nacional de Águas) afirmou esta semana que a reserva técnica pode acabar antes de novembro, caso sejam mantidos os atuais níveis de chuva e de consumo de água.

Há quase um mês o índice do Cantareira não para de cair. A última vez que o sistema registrou aumento no nível de armazenamento foi em 16 de abril.

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