Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Beltrame pede demissão da Secretaria de Segurança do Rio

Do UOL, no Rio

  • Fábio Teixeira/Futura

    Beltrame completaria dez anos como secretário de Segurança em novembro. Na foto, de 2012, ele visita comunidade no complexo de Manguinhos

    Beltrame completaria dez anos como secretário de Segurança em novembro. Na foto, de 2012, ele visita comunidade no complexo de Manguinhos

O secretário de Estado de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, pediu demissão do cargo, o que foi aceito pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP). A informação foi confirmada nesta terça-feira (11) pela assessoria de imprensa do governo do Estado.

O anúncio acontece um dia depois do intenso tiroteio que deixou três suspeitos mortos, fechou o comércio e apavorou moradores de Copacabana, na zona sul.

Beltrame continuará à frente da pasta somente até o fim do segundo turno das eleições municipais, no fim de outubro. "O substituto dele ainda não foi escolhido", informou o governo do Estado em nota.

O governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou que Beltrame estava "muito cansado". "Ficar dez anos à frente de uma secretaria não é fácil", comentou ele, em entrevista à GloboNews.

Segundo a coluna do jornalista Ancelmo Gois, de "O Globo", a gestão da Secretaria de Segurança deverá ficar a cargo de Roberto Sá, que atualmente exerce a função de subsecretário de Planejamento e Integração Operacional.

Procurada pela reportagem do UOL, a secretaria informou apenas que não iria comentar o assunto.

Nascido em Santa Maria (RS), Beltrame completaria dez anos como secretário de Segurança do Rio em novembro. Ele fez carreira como delegado da Polícia Federal antes de assumir a função a convite do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Ganhou protagonismo no cenário político fluminense por conta da política das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que começou em 2008 e chegou ao seu auge em 2010, ano da tomada das comunidades do Complexo do Alemão.

A demissão de Beltrame já era cogitada desde setembro, quando alguns veículos de imprensa chegaram a noticiar que ele deixaria o cargo após o primeiro turno das eleições.

Sobre os sucessivos boatos sobre sua saída, o secretário costumava responder de forma categórica que não deixaria o cargo. Nos últimos meses, no entanto, passou a dizer apenas que "era questão de foro íntimo". (Com Estadão Conteúdo)

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