DF, São Paulo e Santa Catarina lideram qualidade de vida entre Estados

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Bruno Pinheiro/Setur-DF

    Vista da Praça dos Três Poderes, em Brasília: DF apresentou o melhor IDHM do país

    Vista da Praça dos Três Poderes, em Brasília: DF apresentou o melhor IDHM do país

Os índices de qualidade de vida no país apresentaram melhoras entre 2011 e 2014 entre as unidades da federação e as que possuem os melhores indicadores são Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (22) por Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e Fundação João Pinheiro.

É o que aponta o estudo Radar IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal). Quanto mais perto de 1, melhor o indicador. O IDHM mede indicadores de renda, educação e longevidade da população e é semelhante ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), utilizado para comparar a qualidade de vida entre diferentes países.

O Distrito Federal (0,839), São Paulo (0,819) e Santa Catarina (0,813) foram as únicas unidades da federação (26 Estados e o DF) classificadas na faixa de muito alto desenvolvimento humano, quando o indicador está acima de 0,8. Outros cinco Estados aparecem com médio desenvolvimento humano (de 0,6 a 0,699) e dezenove, na faixa de alto desenvolvimento humano (de 0,7 a 0,799).

Os Estados com o IDHM mais baixo são Alagoas (0,667), Pará (0,675) e, empatados, Maranhão (0,678) e Piauí (0,678).

Todas as vinte e sete unidades da federação apresentaram avanço no IDHM entre 2011 e 2014. Os maiores crescimentos no índice foram observados no Amapá, Amazonas e Piauí. Já os menores crescimentos no IDHM ocorreram em Roraima, Goiás e Sergipe.

Desigualdade regional

O ranking do IDHM também revela a manutenção das desigualdades regionais no país. Os 13 Estados das regiões Norte e Nordeste ocupam a parte de baixo do ranking, com indicadores menores que os do Distrito Federal e dos outros 13 Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

A desigualdade regional se reflete nos indicadores por setor do IDHM, como renda, educação e expectativa de vida.

Maranhão, Piauí e Alagoas apresentam os menores valores para a expectativa de vida ao nascer: 70 anos, 70,7 anos, e 70,8 anos, respectivamente. As unidades da federação com as maiores expectativas de vida são Santa Catarina, Distrito Federal e Espírito Santo que possuem expectativa de vida ao nascer de 78,4 anos, 77,6 anos, e 77,5 anos, respectivamente.

No quesito renda, os doze Estados com os menores valores, e classificados como de médio desenvolvimento humano, estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. Pará, Maranhão e Alagoas apresentaram os menores valores do IDHM Renda, o que equivale a uma renda domiciliar per capita (por indivíduo) média de R$469, R$424 e R$414, respectivamente.

Na educação, Alagoas (0,603), Pará (0,592) e Sergipe (0,591) apresentam os menores valores do IDHM, enquanto São Paulo (0,800), Distrito Federal (0,789) e Santa Catarina (0,765) são as unidades da federação com os maiores valores do IDHM Educação.

Regiões metropolitanas

O estudo também mediu o IDHM nas regiões metropolitanas de nove capitais brasileiras e também do Distrito Federal. Todos apresentaram melhora no indicador na comparação entre os anos de 2011 e 2014.

As maiores altas no índice ocorreram nas regiões metropolitanas de Curitiba (4,5%), Recife (3,4%) e Rio de Janeiro (3,2%).

As regiões metropolitanas com os maiores IDHM são o Distrito Federal (0,839), São Paulo (0,829) e Curitiba (0,817). Os menores indicadores para as regiões analisadas no estudo foram os de Belém (0,742), Fortaleza (0,750) e Recife (0,768).

Também entraram no estudo as regiões metropolitanas de Salvador (0,769), Porto Alegre (0,789), Belo Horizonte (0,798) e Rio de Janeiro (0,795).

Entenda o Radar IDHM

Para entender melhor o que significa o Radar IDHM e o que ele mede, o UOL preparou algumas perguntas e respostas. Confira:

O que é o Radar IDHM?

É um estudo que realiza o cálculo do IDHM de 2011 a 2014 com base em dados produzidos pela PNAD. O estudo aponta tendências sobre o comportamento de indicadores sociais que avaliam a qualidade de vida no Brasil, nos 26 Estados e no Distrito Federal e em nove regiões metropolitanas.

E o que é o IDHM?

O IDHM é a sigla para Índice de Desenvolvimento Humano Municipal. Trata-se de um indicador lançado em 2013 que coleta dados dos Censos realizados pelo IBGE para medir a qualidade de vida nos municípios brasileiros. A metodologia usada no cálculo do IDHM é similar à usada pelas ONU (Organização das Nações Unidas) para calcular o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos países e leva em consideração três quesitos básicos: renda, educação e saúde.

Por que foi criado o Radar IDHM?

Porque o IDHM só avalia dados produzidos pelos Censos, que são realizados a cada 10 anos. A ideia é que o Radar IDHM ajude formuladores de políticas públicas a visualizar quais as tendências registradas pelos indicadores sociais entre os anos que não são abrangidos pelos Censos do IBGE.

Por que o Radar IDHM não apresenta dados do Brasil todo, como o IDHM?

Porque a base de dados usada pelo Radar é diferente da utilizada pelo IDHM. A fonte de informações para o Radar IDHM é a PNAD e a do IDHM é o Censo.

É possível comparar uma pesquisa com a outra?

Não, justamente porque as fontes de informações são diferentes.

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