Polícia encontra 3 corpos perto de presídio onde ocorreu massacre em Manaus

Colaboração para o UOL, em Manaus

  • Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo

Três corpos foram encontrados neste domingo (8) na área de mata que fica ao redor do Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim) e do Ipat (Instituto Penal Antônio Trindade), onde 56 detentos morreram e outros 184 fugiram no começo do ano, em Manaus. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas.

De acordo com o órgão, a suspeita é que os corpos possam ser de detentos foragidos, mas isso ainda será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros do Amazonas.

Ainda segundo a Polícia Civil, os corpos foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), onde serão analisados. Os corpos estavam em avançado estado de decomposição e não foi possível identificar sinais que apontassem para as causas das mortes.

Reprodução
O detento Bryan Bremer postou foto em que aparece com outros presos comendo jaca ainda na mata

No dia da fuga, o detento Bryan Bremer postou uma foto no Facebook registrando a ação. Ele aparecia numa área de mata todo sujo de lama. Em outra imagem, Bremer aparece com outros detentos comendo jaca ainda na mata. Ele foi recapturado na quarta-feira (4).

Segundo balanço divulgado ontem, dos 184 fugitivos do início semana, 67 foram recapturados, ou seja, 117 continuam foragidos.

De acordo com reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" publicado um na segunda-feira (2), quatro familiares de presos de Compaj afirmaram que um dos detentos foi morto a tiros por policiais após ter se rendido.

Segundo os familiares citados pelo jornal, a morte do detento por policiais foi presenciada "por mais de dez pessoas" em uma via de acesso ao presídio.

Mais mortes em Manaus

Antes da notícia sobre os corpos localizados, Manaus acordou com mais presos mortos. Na madrugada de hoje, pelo menos quatro pessoas morreram após uma rebelião na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, localizada no centro da cidade.

O local, que ficou desativado por três meses por falta de estrutura e segurança, foi reaberto no dia 3 de janeiro para receber detentos após os massacres do início do ano . A informação foi confirmada ao UOL pelo secretário de Administração Penitenciária do estado, Pedro Florêncio.

A reportagem falou de forma rápida com Florêncio às 6h40 (8h40 no horário de Brasília). Ele disse que não poderia dar mais detalhes. Fotos feitas por agentes penitenciários mostram que pelo menos três vítimas foram decapitadas e um corpo foi queimado. Os nomes das vítimas não foram informados.

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