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Secretário elogia atuação de PM, mas diz que taco deveria ter sido retirado

PM dispersa manifestantes na Paulista com uso de bombas de gás lacrimogêneo - Thaís Haliski/UOL
PM dispersa manifestantes na Paulista com uso de bombas de gás lacrimogêneo Imagem: Thaís Haliski/UOL

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

01/06/2020 13h30Atualizada em 01/06/2020 19h43

O Secretário de Segurança Pública, João Camilo Pires de Campos, elogiou hoje o policial militar que escoltou uma mulher que carregava um taco de beisebol durante a manifestação que aconteceu ontem na Avenida Paulista.

De acordo com o secretário, o policial agiu de forma correta ao conseguir retirar a mulher de uma discussão sem o emprego da força e afirmou que o taco deveria ter sido retirado.

"A atitude do policial merece, inicialmente, um elogio. Ele fez o que se prevê no emprego progressivo da força. Ele a retirou de uma discussão somente com diálogo e conseguiu isso. Primeiro se conversa, depois o emprego mediano e depois a força. Contudo, como você bem disse, o taco, dependendo das circunstâncias é uma arma, como uma panela. Deveria ter sido retirado, vamos orientar novamente", disse em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

PM vai controlar material levado a atos

O secretário estadual de Segurança Pública, general João Camilo Pires Campos, afirmou que a Polícia Militar vai começar a fazer uma triagem para controlar o material que pode ingressar em manifestações. Neste domingo, uma mulher estava na avenida Paulista com um taco de beisebol.

"Nas próximas manifestações, vamos buscar ainda mais efetividade no controle ao material que se leva, como que as manifestações ocorram em dias separados para que não possa haver o conflito", afirmou o secretário de Segurança Pública.

A medida obedece a uma determinação do governador. Durante a entrevista coletiva, Doria declarou que a orientação é "redobrar as revistas nos locais de manifestações".

O general Campos ainda fez um balanço dos feridos. Ele disse que poderia ter ocorrido uma briga de grandes proporções sem a intervenção da PM. O secretário de Segurança Pública também fez um balanço de feridos.

"Tivemos dois [manifestantes] com feridos com ferimentos leves. Um agredido por skinheads, um fotógrafo, e outro que teve um ferimento no pé. Falei que nem todos foram para manifestar serenamente. Houve agressões que desandaram naquilo que vimos. Nossas forças agem, como já diz, para proteger as pessoas e evitar sempre o conflito e violência".

Cotidiano