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Polícia prende traficantes usando Pix para vender metanfetamina no Rio

Droga ficou famosa em seriado; dupla foi presa em Copacabana - Polícia Civil do RJ/Divulgação
Droga ficou famosa em seriado; dupla foi presa em Copacabana Imagem: Polícia Civil do RJ/Divulgação

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

27/11/2020 19h59

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na noite de ontem, em Copacabana, na zona sul do Rio, dois homens suspeitos de integrarem uma quadrilha que vendia metanfetamina — pó branco psicoativo também conhecido como cristal, que ficou famoso com a série norte-americana Breaking Bad.

A droga ainda não é muito difundida no Brasil e, por isso, é difícil sua aquisição. Segundo o delegado Felipe Santoro, da Delegacia de Ipanema, cada grama chegava a custar R$ 500.

Estima-se que a associação criminosa movimentava aproximadamente R$ 700 mil por mês. De acordo com a polícia, a organização aceitava pagamentos via máquinas de cartão de crédito e débito, bem como a nova modalidade de pagamento, via Pix — novo meio de pagamento eletrônico divulgado em outubro.

Saulo Mateus Noronha e Jonathan Soares da Silva foram presos em flagrante acusados de tráfico de drogas e formação de quadrilha.

A polícia chegou até eles após monitorar um imóvel na rua Barata Ribeiro que registrava grande movimento. Já havia denúncia de venda de drogas na região.

No local, um motoboy foi flagrado recebendo uma encomenda com material entorpecente que deveria ser entregue em dois endereços diferentes. Diligências foram feitas no imóvel e policiais localizaram grande quantidade de drogas, do tipo metanfetamina, duas balanças de precisão, duas máquinas de cartão e outros materiais para fabricação, distribuição e comercialização das drogas.

De acordo ainda com as investigações, a dupla estava traficando havia dois anos e foi apresentada à metanfetamina por um amigo europeu. A compra da droga ocorria pela DeepWeb.

"A dupla mudava de endereço a cada três meses para não levantar suspeitas, ante a intensa movimentação de pessoas no apartamento para aquisição da droga", informou o delegado Felipe Santoro.

Os traficantes usavam o apartamento em Copacabana para guardar e vender o material.

"As investigações continuam para identificar a origem da droga, bem como os outros integrantes de associação para o tráfico. Além de bairros da zona sul do Rio de Janeiro, a associação também enviava drogas para bairros da zona oeste. As comercializações eram feitas através de operações bancárias e entregues por meio de empresas terceirizadas", acrescentou o delegado.

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