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4 meses

PM aposentado de 98 anos é suspeito de matar homem a tiros na Bahia

Do UOL, em São Paulo

23/08/2021 16h09Atualizada em 23/08/2021 18h02

Um policial militar aposentado de 98 anos é apontado como autor do homicídio de Welton Lopes Costa, de 34 anos, morto a tiros no Largo Dois de Julho, em Salvador.

A informação foi confirmada pela assessoria da Polícia Civil da Bahia. De acordo com as investigações, a vítima entrou no estabelecimento na tarde de ontem e tentou retirar sua companheira à força do local. Os dois teriam continuado uma discussão pelas ruas dos arredores, sendo seguidos pelo suspeito, que teria efetuado três disparos contra Welton.

Ele foi levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu. A mulher de Welton também foi baleada e levada a uma unidade de saúde, mas seu estado não foi revelado pela corporação.

Após testemunhas acionarem a polícia, o idoso, que não teve identidade divulgada pela polícia, foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde admitiu ter feito os disparos contra Welton, mas alegou legítima defesa.

Imagens feitas por moradores da região mostraram o casal andando pela rua, trocando palavras um com o outro, sendo seguidos de perto pelo idoso, que em certo momento chama a atenção de Welton e da companheira, que olham e trocam algumas palavras com ele. Em dado momento, com os três já fora do alcance da câmera, são ouvidos disparos.

Após prestar depoimento, o suspeito foi liberado. A arma usada para efetuar os disparos, um revólver calibre 32, foi apreendida, assim como imagens de câmeras de segurança da região, que serão analisadas para remontar o passo a passo do caso.

Ainda segundo nota da Polícia Civil da Bahia, o idoso pode ser indiciado por homicídio de Welton e tentativa de homicídio da companheira do homem. A investigação do caso está a cargo da 3ª Delegacia de Homicídios/Baía de Todos-os-Santos (3ª DH/BTS).

Irmão diz que sobrinho viu crime

Em entrevista à Rede Bahia, afiliada da TV Globo na região, Welbert, irmão de Welton, detalhou que estava lavando carros com o irmão quando a vítima estranhou a demora da mulher para voltar para casa e decidiu buscá-la no lugar em que ela trabalhava, uma padaria.

Chegando ao local, ele encontrou o estabelecimento fechado e viu a mulher na porta de um bar vizinho, momento em que os dois começaram a discutir. Welbert afirma que o suspeito do crime, dono de um histórico de violência na região, começou a questionar se Welton estava machucando a companheira.

Quando a vítima pediu que ele não interviesse na discussão, o idoso teria efetuado os disparos.

"Ele executou meu irmão na frente do filho dele, de 14 anos. Meu sobrinho veio correndo, não sabia mais o que fazer, e veio correndo me chamar: 'Tio, atiraram no meu pai'. Eu perdi meu chão, meu irmão já estava virado de bruços, tentando respirar", contou o rapaz.

"Os amigos, os vizinhos, vieram, colocaram ele no carro e levaram ele para o HGE. Eu fui perguntar para esse senhor o porque ele fez isso e ele falou que meu irmão desrespeitou ele. Em nenhum momento meu irmão agrediu ele, meu irmão não esperava. Ele só falou, deu as costas, e mandou a mulher dele andar, porque ela tava parando para conversar", concluiu Welbert.

Ainda ontem, poucas horas após a ocorrência, moradores fizeram um protesto contra o suspeito, pintando a palavra "assassino" no muro de uma casa da região.

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