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'Autoridades estão muito atrás do crime organizado', diz professor da FGV

Colaboração para o UOL

31/08/2021 18h52

As autoridades brasileiras estão muito atrás do crime organizado. Esta é a avaliação do professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e especialista em segurança, Rafael Alcadipani. Em participação ao UOL News na noite de hoje, ele repercutiu o ataque aos bancos em Araçatuba, no interior de São Paulo.

Segundo o professor, crimes como o que aconteceu na madrugada de ontem, ocorrem em todo o Brasil. Mas nesse caso específico, o que chamou atenção foi a "ousadia" dos criminosos.

"[Foram deixadas] Uma dezena de explosivos que, se explodir ao mesmo tempo, poderão causar danos irreparáveis em Araçatuba. Nós estamos falando de detonadores tanto a distância quanto de sensor de movimento. Tem toda uma forma arrojada e bem trabalhada de se realizar um crime como esse, e mostra, mais uma vez, que as autoridades estão muito atrás do crime organizado", avaliou Alcadipani.

"O crime está bastante organizado e efetivo na sua forma de atuação e as autoridades infelizmente ainda deixam a desejar. A gente tem um quadro de falência estrutural das polícias de investigação, não temos uma integração de informações entre as diferentes polícias e existe falta de pessoal. Seria um milagre se desse certo dada toda a desestruturação no sistema de segurança pública e das polícias no Brasil no momento."

O ataque às agências bancárias foi considerado o mais violento do tipo nos últimos dois anos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ao todo, três pessoas morreram durante a ação dos criminosos e, por enquanto, cinco suspeitos foram presos.

Segundo informação confirmada hoje ao UOL, Jorge Carlos de Mello, suspeito de integrar a quadrilha e morto na ação, fazia parte do PCC (Primeiro Comando da Capital).

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