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5 meses

Policial suspeita de stalking tinha diário com ameaças a ex: 'Tacar fogo'

Rafaela Motta é acusada de stalking por ex Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para UOL

01/12/2021 14h05Atualizada em 01/12/2021 17h07

A agente da Polícia Civil do Distrito Federal Rafaela Luciane Motta Ferreira, 40, tinha um diário com ameaças de morte contra ex-namorados, apontam as investigações do caso. Ela está presa por suspeita de esfaquear um ex-companheiro, de 39 anos, e da prática de "stalking" (termo para crime de perseguição reiterada). O crime foi registrado no último domingo (28), em Brasília. Foi a terceira vez que ela foi detida por perseguir a vítima desde agosto.

O caderno foi apreendido pela Polícia Civil na casa da agente e é peça da investigação, que tramita em segredo de Justiça. Em uma reprodução exibida pelo telejornal "DFTV", da TV Globo, consta a frase, supostamente escrita por Rafaela: "vou pagar quantos assassinos de plantão forem necessários para acabar com a vida de todos eles".

Em outro trecho, há citação citação de mais de uma pessoa: "O Bruno vai perder o carro. Vou furar os quatro pneus, riscar o carro todinho e tacar fogo". Em uma página diferente, aparece escrito "O Rafael vai morrer envenenado". O texto ainda menciona que queria "ver o Rodrigo no caixão", de acordo com a investigação.

Rafaela tinha caderno com ameaças a ex-namorados Imagem: Reprodução/TV Globo

A defesa da agente confirmou que o caderno pertence a Rafaela, mas negou a autoria das frases.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, ela está afastada por motivos de saúde e não porta armas da corporação.

'Policial stalking'

Rafaela Motta é investigada por praticar "stalking", em Brasília, contra um ex-companheiro. O caso ocorreu no domingo, quando foi detida após furar os pneus do carro dele. Ela também o teria esfaqueado, mas o homem não sofreu ferimentos graves.

Foi a terceira vez que a policial acabou levada à delegacia por perseguir a mesma vítima. Ambos se conheceram em 2018 por meio de um aplicativo de namoro, mas se envolveram em discussões desde agosto, quando o relacionamento terminou.

Ao UOL, a defesa da servidora pública negou as acusações e diz que Rafaela tentou se defender de agressões do ex-companheiro.

A primeira confusão entre os dois ocorreu em 3 de agosto após ela invadir a Corregedoria da corporação no Departamento de Polícia Especializada e tentar impedir que o ex-namorado prestasse depoimento contra ela pelo crime de stalking. Ele afirma que Rafaela ligou 98 vezes para seu número, em um único dia, e que ela o manteve em cárcere privado depois do fim do relacionamento.

Já a outra prisão ocorreu em 6 de agosto, também por perseguição. Ambos os casos são investigados pela Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal.

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