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Policial investigada por stalking é presa por impedir depoimento, diz site

Policial civil do DF foi presa ao tentar impedir depoimento de vítima - Reprodução/Facebook
Policial civil do DF foi presa ao tentar impedir depoimento de vítima Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

04/08/2021 14h45

Uma policial do Distrito Federal foi presa na tarde de ontem após invadir a Corregedoria da corporação no DPE (Departamento de Polícia Especializada). De acordo com o Correio Braziliense, a agente é investigada pelo crime de stalking (perseguição) e estava tentando impedir que a vítima, o ex-namorado, prestasse depoimento sobre o caso.

Ainda, segundo o site, a policial assinou um termo circunstanciado e foi liberada após o incidente. Ela teria iniciado uma briga no local, o que ocasionou a sua prisão.

De acordo com denúncia apresentada pelo MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) e obtido pelo Correio Braziliense, a policial teria ameaçado um homem com quem namorava em 2018. A vítima afirmou que conheceu a agente por meio de um aplicativo de relacionamento e que, por conta de desentendimentos, quis romper a relação.

A acusada não teria aceitado o término e começou a ir atrás do ex-namorado, ligando insistentemente e até mesmo se apresentando em sua residência, onde permaneceu por várias horas.

"Nos encontros seguintes e (após) contatos telefônicos, o ofendido insistiu em terminar o relacionamento com a imputada, mas ela não concordou, passou a procurá-lo e a ligar insistentemente para ele, inclusive em seu local de trabalho (Banco do Brasil), gerando-lhe desgastes e transtornos", diz um dos trechos do documento.

A publicação ainda cita que a policial ameaçou a vítima, afirmando que o homem "estava mexendo com fogo, que faria vexame no trabalho dele para fazê-lo perder o emprego e, ainda, a fim de amedrontá-lo, insinuou que também faria mal aos familiares dele, dizendo que, se contasse alguma coisa, seria pior, que tudo voltaria em dobro para ele e sua família."

O UOL entrou em contato com a Polícia Civil do DF, que afirmou que a Corregedoria Geral da PCDF apura o caso.

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