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Homem é preso por tingir feijão de verde e vendê-lo por tipo 400% mais caro

Suspeito pintava o feijão fradinho para vendê-lo por valor bem mais alto  - Reprodução/TV Globo
Suspeito pintava o feijão fradinho para vendê-lo por valor bem mais alto Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

13/09/2022 15h01Atualizada em 13/09/2022 15h01

Um homem de 43 anos foi preso em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, suspeito de pintar sementes de feijão fradinho de verde, para vendê-las como feijão de corda. O objetivo do esquema seria superfaturar o alimento, já que o quilo do feijão mais convencional, de cor marrom, custa R$ 6,50, enquanto o segundo custa R$ 27,50, mais de 400% mais caro.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro recebeu denúncias anônimas e enviou agentes até uma casa no bairro Gamboa, na capital do estado, onde encontraram carregamentos de feijão ainda sem a pigmentação e os potes do corante alimentício usado na falsificação.

Com a investigação, os policiais chegaram até o homem que seria o chefe do esquema, que confessou o crime, segundo nota enviada pela corporação ao UOL.

Ele afirmou que, de segunda a sexta-feira, vendia o feijão adulterado em uma feira livre em São João de Meriti. Aos finais de semana, viajava para São Gonçalo para aplicar o golpe.

O suspeito foi preso ontem por agentes da Decon (Delegacia do Consumidor). Ele nasceu no Rio Grande do Sul e disse ter aprendido sobre o "truque" para superfaturar o produto durante uma temporada em São Paulo.

O imóvel da Gamboa em que funcionava a "fábrica" de feijão corda foi interditado. O homem, que não teve a identidade divulgada, deve responder por crime contra as relações de consumo.

A Polícia não informou se o tipo de corante usado poderia fazer algum mal à saúde dos consumidores.