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Justiça aceita denúncia contra ex-presidente Kirchner por suborno e pede prisão preventiva

Xinhua/Osvaldo Fanton/TELAM
Imagem: Xinhua/Osvaldo Fanton/TELAM

Do UOL

Em São Paulo

17/09/2018 16h53

A Justiça argentina abriu formalmente processo contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, nesta segunda-feira (17), em um grande caso de subornos em obras públicas conhecido como "Cadernos da corrupção". 

A ex-presidente é acusada de ter recebido milionárias propinas de empresários do setor de construção civil por obras públicas realizadas em seus mandatos e no anterior, de seu marido, Néstor Kirchner, já falecido. O caso envolve dezenas de empresários e ex-funcionários do governo. Com este caso, Cristina Kirchner (2007-2015) passa a responder a cinco processos.

O juiz responsável pelo caso, Claudio Bonadio, também determinou prisão preventiva. Mas por ocupar cargo de senadora, Krichner tem foro privilegiado e deverá responder em liberdade, a não ser que dois terços de seus colegas de Senado aprovem a perda de sua imunidade. 

Fontes ligadas ao processo judicial disseram à Agência Efe que o juiz responsável pelo caso, Claudio Bonadio, pediu a prisão de Cristina, de outros ex-integrantes do governo e de empresários suspeitos de pagar propina por "formação de quadrilha".

Desde que o escândalo de corrupção veio à tona, no começo de agosto, vários empresários e ex-funcionários do governo acusados fizeram acordos de delação premiada e reconheceram a existência das propinas e o envolvimento de Cristina e Néstor em esquemas escusos. 

*Com informações da AFP e EFE