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A Órfã? Casal diz que filha adotiva é adulta psicopata fingindo ser criança

Kristine Barnett alega que a filha adotiva é sociopata e psicopata - Facebook
Kristine Barnett alega que a filha adotiva é sociopata e psicopata Imagem: Facebook

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/09/2019 17h05

Um casal norte-americano está sendo acusado de ter abandonado a filha adotiva deles de apenas 11 anos em um apartamento antes de se mudar para o Canadá. Kristine Barnett e Michael Barnett estão sendo processados pelo Estado por negligência. Eles alegam, porém, que ela mentia a idade e não era mais criança. As informações são do jornal Washington Post.

O caso ocorreu em setembro de 2014, mas só agora o casal está respondendo a um processo. Eles não negam que abandonaram a garota, mas, alegam que a jovem não era quem dizia ser. Segundo Kristine, a tal filha adotiva é, na verdade, uma adulta que fingia ser uma criança. A história parece até o enredo do filme A Órfã, de 2009.

Em entrevista ao canal de TV WISH, Kristine, de 45 anos, contou que a adoção foi um golpe e que a menina, diagnosticada com um problema ósseo que resultou em nanismo, é uma jovem adulta que foi diagnosticada como psicopata e sociopata.

Seu ex-marido, Michael Barnett, de 43 anos, que adotou a menina como pai, contou à polícia que a então mulher o forçou a alterar legalmente a idade da filha adotiva para 22 anos e a dizer a todos, quando questionado, que a garota era um adulta que parecia mais jovem.

Em 2010, a menina foi viver com o casal Barnett e seus três filhos em uma cidade nos arredores de Indianápolis. Ela contou à polícia que uma outra família adotiva a trouxe da Ucrânia aos Estados Unidos em 2008.

Por motivos ainda não explicados, ela acabou trocando de família e sendo adotada pelos Barnett dois anos depois.

História da família canadense se assemelha ao enredo do filme A Órfã, em que um casal americano descobre que sua filha adotiva russa já é adulta e tem traços de psicopatia - Divulgação/Warner Bros. Pictures
História da família canadense se assemelha ao enredo do filme A Órfã, em que um casal americano descobre que sua filha adotiva russa já é adulta e tem traços de psicopatia
Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures

Desde o começo, Kristine e Michael tentaram determinar a idade exata da filha adotiva. Em junho de 2010, um médico estimou que ela tinha oito anos. Em 2012, outro médico, baseado em exames ósseos, determinou que ela tinha 11 anos, um mais do que se imaginava inicialmente.

Naquele mesmo ano, o casal Barnett conseguiu na Justiça trocar a idade da menina para 22 anos. Até agora, as autoridades ainda não descobriram como eles conseguiram fazer isso. Na entrevista ao canal de TV, Kristine mostrou uma carta assinada por um médico que dizia que a garota tinha algumas características de um adulto, como os dentes e o aparelho sexual.

A mesma carta alega que a menina foi admitida em um hospital psiquiátrico e foi diagnosticada como sociopata e com distúrbio de personalidade em 2012. Na mesma época, segundo o documento, ela passou a admitir que tinha mais de 18 anos. A autenticidade da carta ainda não foi confirmada.

Em 2013, a família Barnett se mudou para o Canadá, para acompanhar um dos filhos, Jake, diagnosticado com autismo e como um prodígio da matemática. O jovem, personagem de diversas reportagens na TV americana, havia passado em um importante instituto de física na cidade canadense de Waterloo.

A filha adotiva ficou nos Estados Unidos. Os Barnett alugaram um apartamento para elas e pagavam o aluguel. Michael, no entanto, contou à polícia que não dava dinheiro para a jovem.

O que aconteceu a partir daí é nebuloso. Um vizinho começou a tomar conta da menina, que acabou sendo despejada do apartamento em maio de 2014. Em fevereiro de 2016, ela saiu da cidade onde vivia e não se sabe ao certo onde ela foi morar.

Os Barnett se separaram em 2014. Embora Jake ainda viva no Canadá, tanto Michael quanto Kristine voltaram para Indiana. Ainda não se sabe se o casal tem advogado constituído e nem quando eles irão prestar depoimento na Justiça.

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