Incêndio atinge instituto que produz vacinas na Índia e mata 5 pessoas
Um incêndio ocorrido na manhã de hoje atingiu o Instituto Serum, que produz a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela parceria entre AstraZeneca e Universidade de Oxford, em Pune, na Índia. O prefeito da cidade informou que cinco pessoas morreram. Segundo a direção da instituição, que é a maior fabricante de vacinas do mundo, os imunizantes contra o coronavírus não foram atingidos.
"As cinco pessoas que morreram eram talvez os trabalhadores do prédio em construção. A causa do incêndio ainda não foi apurada, mas especula-se que a soldagem, que estava acontecendo no prédio, causou o incêndio", afirmou o prefeito, Murlidhar Mohol.
Adar Poonawalla, diretor do Serum, informou que as vacinas contra covid-19 ficaram intactas.
Quero tranquilizar todos os governos e a população de que não haverá perda de produção da Covishield [nome da vacina], devido a vários edifícios de produção que mantive em reserva para lidar com tais contingências
Adar Poonawalla, diretor do Instituto Serum
O incêndio atingiu dois andares do Terminal 1, onde está sendo construída uma nova fábrica. Bombeiros foram até o local com dez caminhões para o controlar o fogo e evitaram que o fogo se espalhasse.
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Brasil negocia vacinas com Serum
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já aprovou o uso emergencial da vacina de Oxford no Brasil, mas ainda não há doses por aqui.
O Brasil está tentando importar 2 milhões de doses que viriam exatamente do Instituto Serum. Na semana passada, o governo federal preparou um avião para buscar esses imunizantes, mas o governo indiano não liberou a exportação, e o avião, que tinha partido de São Paulo e estava em escala no Recife, voltou para a capital paulista.
Nesta semana, a Índia começou a exportação de vacinas, mas não colocou o Brasil entre as prioridades.
A Índia é o segundo país com mais casos de covid-19 registrados, atrás apenas dos Estados Unidos: 10 milhões de infectados. O país lançou, no sábado, uma das campanhas de vacinação mais ambiciosas do mundo, com o objetivo de imunizar 300 milhões de pessoas até julho.
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