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Conteúdo publicado há
2 meses

Em ato falho, secretária dos EUA confunde Brasil com Venezuela

Do UOL, em São Paulo

08/06/2022 19h13Atualizada em 09/06/2022 13h16

Karine Jean-Pierre, secretária de Imprensa da Casa Branca, confundiu hoje o Brasil com a Venezuela ao trocar o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL) com o do político venezuelano Juan Guaidó, após pergunta de um jornalista. A secretária cometeu o ato falho ao responder ao questionamento sobre encontro de Bolsonaro com o presidente dos EUA Joe Biden.

Um dos profissionais presentes no encontro com jornalistas perguntou a Jean-Pierre sobre supostas concessões que Bolsonaro teria pedido a Biden em troca de comparecer à Cúpula das Américas. Uma dessas condições seria a de que o presidente americano não poderia citar o conflito entre Bolsonaro e o sistema eleitoral do Brasil.

"O presidente vai encontrar-se com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Há reportagens da AP que dizem que Bolsonaro queria concessões do presidente para realizar a reunião e para comparecer à Cúpula das Américas, que ele não poderia mencionar os questionamentos de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral brasileiro, assim como preocupações ambientais na Amazônia. Você pode confirmar essas reportagens?", perguntou.

A resposta da secretária foi de que ela não poderia confirmar, no entanto, ao invés de falar sobre o Brasil, citou a situação da Venezuela na mesma frase. No país venezuelano, o presidente Nicolás Maduro é considerado como ditador pelos EUA, enquanto seu oponente Guaidó é reconhecido.

"O presidente está ansioso para ir à cúpula amanhã, que estamos sediando. O que posso dizer é isso: os Estados Unidos continuam a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Dito isso, enquanto o governo interino não foi convidado a participar da cúpula principal, é bem-vindo para participar em todos os três fóruns de stakeholders e outros eventos", afirmou Jean-Pierre.

A confusão pode ter acontecido em razão de Bolsonaro ameaçar não comparecer ao evento sediado nos EUA. A Venezuela, por sua vez, não terá representante, mas porque não foi convidada.

EUA excluem Venezuela, Nicarágua e Cuba

Sob a explicação de não convidar governos não-democráticos, os Estados Unidos decidiram não convidar os governos de Cuba, Venezuela e Nicarágua para a Cúpula das Américas. Isso gerou descontentamento de líderes latinos.

Andrés Manuel López Obrador, presidente do México, questionou essa posição dos EUA dizendo: "Esta é a Cúpula das Américas ou a Cúpula dos Amigos da América?".

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