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Palestinos e israelenses comemoram acordo de cessar-fogo; veja imagens

Do UOL, em São Paulo, e Colunista do UOL, em Nova York

15/01/2025 15h01Atualizada em 15/01/2025 16h21

Após o anúncio de acordo para cessar-fogo entre Israel e Hamas, milhares de palestinos e israelenses comemoraram, em Gaza e Israel, a decisão. A trégua passa a valer no domingo (19) e dura seis semanas.

O que aconteceu

Imagens divulgadas pela imprensa internacional mostram populações celebrando o acordo em Gaza e Tel Aviv (veja abaixo). O anúncio ocorreu 15 meses após o início da guerra na região, que resultou em mais de 45 mil mortos, sendo a grande maioria de civis palestinos.

Negociado com a participação do Qatar, acordo prevê a troca de reféns e prisioneiros em diferentes etapas. O pacto envolve ainda a desocupação gradual da Faixa de Gaza por parte das tropas israelenses.

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Registros das comemorações em Gaza e Israel

Palestinos em comemoração nas ruas de Khan Younis, no sul de Gaza, após anúncio de cessar-fogo entre Hamas e Israel nesta quarta (15) - Hatem Khaled / Reuters
Palestinos em comemoração nas ruas de Khan Younis, no sul de Gaza, após anúncio de cessar-fogo entre Hamas e Israel nesta quarta (15) Imagem: Hatem Khaled / Reuters
15.jan.2025 - Duas mulheres se abraçam em Tel-Aviv após anúncio de cessar-fogo com Hamas Imagem: REUTERS/Ronen Zvulun
Palestinos também ocuparam as ruas de Deir el-Balah, no região central de Gaza Imagem: Mohammed Salem / Reuters
Defensores da soltura dos reféns israelenses levantaram tochas durante manifestações em Tel Aviv nesta quarta (15) Imagem: Ronen Zvulun / Reuters
Palestinos reunidos em Khan Yunis, no sul de Gaza, comemoram cessar-fogo entre Hamas e Israel, que inclui libertação de milhares de prisioneiros palestinos e dezenas de reféns israelenses Imagem: Ramadan Abed / Reuters
15.jan.2025 - Manifestante após anúncio de cessar-fogo em Israel Imagem: Kai Pfaffenbach/REUTERS
15.jan.2025 - Comemoração na Palestina após acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel Imagem: Ramadan Abed/REUTERS

Acordo, proposto há seis meses e recusado, desmonta promessa de primeiro-ministro israelense de que a guerra apenas terminaria quando o Hamas fosse aniquilado. Benjamin Netanyahu reiterou diferentes vezes desde o início do conflito que ataques em Gaza não cessariam antes do fim do grupo palestino.

ONU ordenou que dezenas de caminhões com ajuda humanitária se preparassem para entrar em Gaza. Além de conviver com constantes bombardeios e deslocamentos forçados, os civis da região foram afetados pela fome e frio. A crise começou quando, em 7 de outubro de 2023, o Hamas atacou Israel, num ato que gerou 1,3 mil mortos. A resposta por parte dos israelenses levou entidades como Anistia Internacional a denunciar um genocídio em Gaza.

Donald Trump reivindicou acordo. Imediatamente e antes mesmo de Benjamin Netanyahu fazer o anúncio, o presidente eleito dos Estados Unidos se apressou a publicar em suas redes sociais que o acordo havia sido atingido. "Temos um acordo sobre os reféns no Oriente Médio", disse. "Eles serão liberados em breve. Obrigado", escreveu Trump.

''Não os abraçamos há 467 dias'', divulgou estado de Israel. O governo israelense compartilhou nas redes sociais a foto dos reféns que ainda restam e afirmou que não descansará até que estejam em casa. ''98 de nossos irmãos, irmãs, filhas, filhos, mães, pais e avós'', escreveu.

98 israelenses ainda estariam sendo feito reféns, segundo o governo de Israel Imagem: Reprodução / Governo de Israel

Em troca, centenas de prisioneiros palestinos também devem ser soltos. Se tudo correr conforme combinado no acordo, os negociadores começarão a conversar sobre a libertação dos civis e soldados restantes, bem como dos corpos dos reféns mortos, como parte de um pacote de medidas para encerrar o conflito.

Foto vazada obtida pela CNN Internacional mostra prisioneiros palestinos vendados no campo de detenção de Sde Teiman, em Israel Imagem: CNN


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