Diretor do FBI foi demitido depois de pedir recursos para investigar a Rússia

Matthew Rosenberg e Matt Apuzzo

  • AFP

    Cópia da carta com assinatura de Donald Trump enviada a James Comey anunciando sua demissão

    Cópia da carta com assinatura de Donald Trump enviada a James Comey anunciando sua demissão

Dias antes de ser demitido, James B. Comey, o ex-diretor do FBI, pediu ao Departamento de Justiça por um aumento significativo em recursos para a investigação sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial, de acordo com três congressistas que receberam um resumo do pedido.

Comey pediu por recursos na semana passada para Rod J. Rosenstein, vice-procurador-geral, que também escreveu o memorando do Departamento de Justiça que foi usado para justificar a demissão de Comey esta semana, disseram os congressistas.

Comey então instruiu membros do Congresso em um encontro em dias recentes, dizendo a eles sobre o encontro com Rosenstein, que é o mais antigo representante da Justiça envolvido na investigação sobre a Rússia. O procurador-geral Jeff Sessions se recusou a participar das investigações por causa de seus laços estreitos com a campanha de Donald Trump e seus encontros com o embaixador russo.

O momento do pedido de Comey não é uma clara evidência de que sua demissão está relacionada com a investigação sobre a Rússia. Mas é certo que alimenta críticas de que Trump pareceu estar se intrometendo em uma investigação que tinha potencial para prejudicar sua presidência.

O FBI declinou de comentar. Mas Sarah Isgur Flores, porta-voz do Departamento de Justiça, disse: "A ideia de que ele pediu por mais fundos" para a investigação da Rússia era "totalmente falsa". Ela não se aprofundou na resposta.

Em seu encontro com membros do Congresso, Comey disse estar frustrado com o volume de recursos sendo dedicados para a investigação, de acordo com dois dos congressistas. Até duas semanas atrás, quando Rosenstein assumiu como vice-procurador-geral, a investigação estava sendo supervisionada por Dana Boente.

Comey disse que ele estava esperando encontrar um chefe compreensivo em Rosenstein e, de acordo com os congressistas, pressionado por mais recursos ele poderia acelerar a investigação. Não está claro como Rosenstein reagiu ao pedido ou quanto a Casa Branca foi informada sobre isso.

Para o presidente que valoriza a lealdade, Comey representava um funcionário independente que possuía um incrível poder.

Tradutor: UOL

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