"Ausente" em Washington, papel da primeira-dama Melania Trump é um mistério

Julie Hirschfeld Davis

Em Washington

  • Jonathan Ernst/Reuters

    Donald Trump na primeira dança como presidente dos EUA com sua mulher Melania

    Donald Trump na primeira dança como presidente dos EUA com sua mulher Melania

A aprovação de Melania Trump é de 37%, de acordo com uma pesquisa da Gallup conduzida no mês passado, que revelou que ela era substancialmente menos popular do que primeiras-damas anteriores no começo do mandato de seus maridos. Ela também é consideravelmente mais enigmática: um de cada quatro americanos era alheio a ela ou não tinha uma opinião sobre ela. E Melania Trump está rejeitando os limites tradicionais de sua posição com mais veemência do que Michelle Obama, que depois da eleição de seu marido em 2008 queria muito ficar em Chicago com suas duas filhas pequenas enquanto elas terminavam o ano letivo. Ela foi instruída por seus assessores políticos que o público nunca aceitaria essa atitude.

Depois de anunciar sua chefe de gabinete na quarta-feira, Melania Trump escolheu na quinta-feira uma designer de interiores, Tham Kannalikham, para reformar as dependências privadas da Casa Branca.  Nos próximos dias, ela pretende anunciar a contratação de Natalie Jones, uma ex-oficial de protocolo da gestão Obama, como sua secretária social, de acordo com pessoas a par de seus planos, e Stephanie Winston Wolkoff, uma ex-diretora da Fashion Week no Lincoln Center que fez o planejamento das festividades de posse de Donald Trump, como sua conselheira sênior.

"Estou montando uma equipe profissional e muito experiente, algo que levará tempo para ser feito adequadamente", disse Melania Trump em um comunicado na quarta-feira. "Estou animada em organizar e reunir um grupo tão dinâmico e inovador de indivíduos que trabalharão juntos para fazer um país melhor para todos".

Mas, por ora, a falta de uma equipe tirou de Melania o controle sobre sua imagem, levando a especulações sobre tudo, desde seu estado mental até a data de sua mudança.

Sua ausência de Washington alimentou rumores esta semana de que talvez ela nunca se mude para a capital. E como não há nenhuma das imagens habituais da primeira-dama se adaptando à vida na Casa Branca, as mídias sociais se apropriaram de um meme baseado em um vídeo de Melania Trump fazendo uma careta durante a posse, dando origem à hashtag #SadMelania ("Melania triste").

Wolkoff disse que Melania Trump tem todas as intenções de se mudar para a Casa Branca e que até lá dividiria seu tempo entre Washington e Nova York.

"Passou-se muito pouco tempo desde a posse, e a primeira-dama abordará seu papel de uma forma pragmática e cuidadosa que é singular e autêntica dela", disse Wolkoff.

A contratação de Reynolds pareceu em parte pensada para responder a preocupações que surgiram a respeito da interrupção extraordinariamente longa dos tours da Casa Branca. Reynolds disse na quarta-feira que ela estava "trabalhando para garantir que o Escritório de Visitantes da Casa Branca estivesse com sua equipe completa e em funcionamento, pronto para aceitar pedidos de visitas para o público nas próximas semanas após um fechamento temporário que costuma acontecer durante o período de transição".

Reynolds também disse que "já estão prontos os planos" para o Baile dos Governadores, um evento de gala na Casa Branca para os governadores do país no final do mês. Uma porta-voz disse que as reuniões de planejamento para a Corrida dos Ovos de Páscoa seriam realizadas ao longo das próximas semanas.

Anita McBride, que foi a chefe de gabinete de Laura Bush, disse que Melania Trump deveria ter espaço para definir sua posição da maneira que fosse mais confortável para ela.

"Todos têm expectativas sobre o que acham que deveria ser, mas a verdade é que cabe à primeira-dama determinar como ela pode executar a função que é própria a ela", disse McBride. "Estamos acostumados a ver esses anúncios sendo feitos antes de uma posse e todos já a postos no primeiro dia de mandato, mas isso não quer dizer que precise acontecer dessa forma".

Tradutor: UOL

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