Aliados de Cunha em foto comemorativa "somem" em votação de cassação

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    Hugo Motta (PMDB-PB) e Jovair Arantes (PTB-GO) aparecem bem próximos a Cunha em foto que ficou famosa em 2015

    Hugo Motta (PMDB-PB) e Jovair Arantes (PTB-GO) aparecem bem próximos a Cunha em foto que ficou famosa em 2015

Figurantes de uma foto que, à época, mostrou o poder do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os deputados Hugo Motta (PMDB-PB), André Moura (PSC-SE) e Jovair Arantes (PTB-GO) não estavam ao lado do antes "todo-poderoso" presidente da Casa durante a sessão que cassou de Cunha.

Eduardo Cunha foi cassado na última segunda-feira (12) por 450 votos a favor, 10 contra e nove abstenções

A foto em questão foi tirada no dia 1º de fevereiro de 2015, minutos após Cunha ser eleito presidente da Câmara com o voto de 267 deputados. É possível ver um grupo de parlamentares comemorando efusivamente a vitória de Cunha.

Ao longo de sua passagem na presidência da Câmara, os Motta, Jovair e André Moura se notabilizaram pelo apoio ao então comandante da Casa e, com o apoio de Cunha, protagonizaram algumas das comissões mais midiáticas da Câmara.

Pedro Ladeira/Folhapress
Cunha acompanha painel de votação durante sessão que cassou seu mandato

Motta foi escolhido como presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras.

André Moura foi escolhido como presidente da comissão especial da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que previa a redução da maioridade

Jovair Arantes, por sua vez, foi o relator da comissão especial do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Apesar do apoio dado pelo ex-presidente da Câmara aos três, nenhum dos dois votou contra a cassação de Cunha. Motta e Arantes sequer compareceram à sessão. André Moura, que agora exerce a função de líder do governo na Câmara, foi à sessão, mas se absteve.

Ao não comparecer ou ao se abster, os deputados, em tese, tentaram favorecer Cunha, pois um deputado só é cassado quando ao menos 257 colegas (de um total de 513) votam a favor da perda do mandato.

Após cassação, Cunha culpa governo Temer

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