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Secretário diz que responsáveis por vazar caso de Gilmar serão punidos

Carlos Moura/STF
Imagem: Carlos Moura/STF

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

25/02/2019 12h38

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, afirmou hoje que o caso revelado sobre a fiscalização do órgão quanto ao patrimônio e aos rendimentos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes está "tranquilo". 

Cintra sinalizou que o ministro não cometeu crime, embora não tenha comentado sobre a conclusão do relatório quando questionado sobre o assunto. 

O secretário se mostrou contrariado pelas investigações terem sido reveladas pela imprensa e disse que haverá punição aos servidores responsáveis. Apurações internas para identificar as pessoas já estão em curso, falou.

"É, aquilo [caso de Gilmar] está tranquilo. Não tem problema algum. Foi um vazamento lamentável, mas que já está sendo apurado. As ações punitivas vão acontecer. Houve um vazamento. Precisamos saber de onde e como vazou essa notícia", declarou.

Documentos da Receita vazados à imprensa mostram que o ministro do STF era uma das 134 PEP (Pessoas Expostas Politicamente) selecionadas eletronicamente para terem seus rendimentos colocados sob a lupa do leão atrás de indícios de lavagem de dinheiro.

A declaração foi dada ao sair do Palácio do Planalto no final da manhã. Ele negou que tenha se reunido com o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Gilmar Mendes criticou intensamente as investigações sobre ele e já disse que terá a missão de lutar no STF para que o grupo especial de fiscalização de PEP seja extinto

"Minha missão no Supremo é defender direitos fundamentais. Esse é um caso de atentado a direitos fundamentais. Se estão fazendo isso com um ministro do Supremo, imagine o que estão fazendo com o cidadão comum?", afirmou.

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