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8 meses

Após conversa com Lula, Haddad aceita ser candidato a presidente em 2022

Haddad recebeu 44,87% dos votos válidos no segundo turno em 2018 - Marlene Bergamo/Folhapress
Haddad recebeu 44,87% dos votos válidos no segundo turno em 2018 Imagem: Marlene Bergamo/Folhapress

Colaboração para o UOL

05/02/2021 11h22Atualizada em 05/02/2021 18h47

O candidato a presidente em 2018 Fernando Haddad (PT) afirmou que, após uma conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aceitou se candidatar novamente ao cargo em 2022. Isso se os direitos políticos de Lula continuarem cassados.

"Ele (Lula) me chamou para uma conversa no último sábado e disse que não temos mais tempo para esperar. Ele me pediu para colocar o bloco na rua e eu aceitei", afirmou Haddad em entrevista à TV 247, revelando que começará a viajar pelo Brasil em pré-campanha.

Em 2018, Haddad era candidato a vice-presidente, mas assumiu a cabeça de chave quando Lula foi declarado inelegível após a condenação pelo caso do tríplex do Guarujá (SP). O ex-prefeito de São Paulo chegou a avançar ao segundo turno, mas perdeu para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que obteve 55,13% dos votos válidos.

Lula está inelegível atualmente, mas ainda pode ser o candidato do PT em 2022 caso suas duas condenações em segunda instância - uma pelo tríplex do Guarujá (SP) e outra pelo sítio de Atibaia (SP) - sejam revogadas. Atualmente, o primeiro caso está em discussão no STF (Supremo Tribunal Federal), em ação que apura uma suposta parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no processo. O Supremo esperar julgar este caso ainda neste 1º semestre.

Moro também conduziu a investigação do sítio, mas a sentença foi dada pela juíza substituta Gabriela Hardt, depois que o titular deixou o cargo para assumir o posto de ministro da Justiça e da Segurança Pública no governo Bolsonaro.

Se Lula recuperar os direitos políticos, será o candidato do PT no lugar de Haddad. "Caso isso ocorra, ele terá o apoio de todos nós", afirmou o ex-prefeito de São Paulo.

Quem também está na expectativa desse julgamento é Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão. Também em entrevista à TV 247, ele afirmou que não será candidato a presidente se Lula estiver na disputa.

Moro "acusador"

Em entrevista à CNN Brasil, Haddad descreveu melhor como vê a questão da suposta parcialidade de Moro. O ex-prefeito de São Paulo criticou duramente a atuação do ex-juiz no processo de Lula.

"Estamos na iminência de uma decisão do STF sobre a conduta do juiz Sergio Moro em relação ao Lula. Há uma pendência já há dois anos no STF, que foi abastecido com provas eloquentes sobre a maneira como ele se conduziu em relação a um cidadão que não tinha cargo, não tinha mandato, ex-presidente da República, e as provas são muito evidentes da maneira como Moro atuou em relação à acusação. Não foi um juiz, foi um acusador, que liderou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, e é o único juiz que o Lula arguiu a parcialidade", disse Haddad.

O candidato à presidência em 2018 deixou mais uma vez claro que só se candidata novamente caso Lula permaneça ilegível.

"O Lula recuperando os direito políticos, evidentemente que a discussão é de outro nível, porque o Lula teria sido eleito na minha opinião em 2018 se pudesse concorrer", completou Haddad.

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