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Em possível 2º turno com Bolsonaro, Meirelles diz que votaria em Lula

Apesar das críticas, Henrique Meirelles diz que as pesquisas indicam provável vitória de Lula - Aloisio Mauricio/Fotoarena
Apesar das críticas, Henrique Meirelles diz que as pesquisas indicam provável vitória de Lula Imagem: Aloisio Mauricio/Fotoarena

Do UOL, em São Paulo

05/08/2022 18h37

O economista Henrique Meirelles (União Brasil) disse que votaria em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual segundo turno entre ele e Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de outubro.

Em conversa com a revista IstoÉ, Meirelles confirmou o voto no petista contra Bolsonaro, mas com ressalvas. "Lula, apesar de a campanha dele estar fazendo críticas equivocadas ao teto de gastos [...] Quanto às críticas ao teto de gastos, etc, espero que a realidade prevaleça novamente", disse ele, que foi presidente do Banco Central durante o governo do ex-presidente Lula.

Meirelles, enquanto ministro da Fazenda no governo de Michel Temer (MDB), criou o teto de gastos. Essa semana, o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que os benefícios sociais aprovados na PEC dos Auxílios violaram o teto de gastos, mas com "responsabilidade fiscal".

A polarização da política brasileira é um fato. As pesquisas indicam hoje que há uma provável vitória do Lula
Henrique Meirelles

Apesar da preferência pelo ex-presidente, o economista disse não ver risco de um golpe de Estado por parte do chefe do Executivo. "Ele [Bolsonaro] tem feito esta ameaça constantemente, mas penso que as instituições, inclusive as Forças Armadas, não vão permitir que isto aconteça", falou antes de citar que a sociedade civil também se mobilizaria, na opinião dele, a favor da democracia.

Com críticas ao governo de Bolsonaro, o ex-presidente do Banco Central afirmou que, se Lula vencer, terá muito a tratar na economia do Brasil. "Não há dúvida que será uma situação econômica muito difícil e que exigirá medidas fortes logo no início do governo", falou.

Perguntado sobre as chances da senadora e presidenciável Simone Tebet (MDB), do partido ao qual ele era filiado até 2021, Meirelles afirmou que "nenhum candidato do MDB a presidente ultrapassou 4% dos votos historicamente" e que o cenário para Tebet "é desafiador".

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