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Deputado bolsonarista xinga seguranças ao ser barrado no STF; veja vídeo

Do UOL, em Brasília

25/03/2025 14h17

O deputado Coronel Meira (PL-PE) ficou indignado e recorreu a xingamentos por não poder entrar no STF (Supremo Tribunal Federal) para acompanhar o julgamento de Jair Bolsonaro (PL).

O que aconteceu

"Sou coronel, sou deputado, tem que me respeitar nessa porra! Ou me respeita, ou me respeita". Esta foi a frase dita aos gritos pelo parlamentar ao ser informado que não podia acessar o Supremo.

A falta de polidez continuou. O deputado dirigiu mais xingamentos aos vigilantes do STF e finalizou seu ato de descontrole com um "vai se f* porra".

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A cena foi gravada e postada nas redes sociais. No vídeo, é possível ver que o Coronel Meira é informado que o auditório está lotado. A explicação não cessou os xingamentos.

Mais tarde, o STF autorizou a entrada do deputado. A medida se estendeu a todos os parlamentares bolsonaristas que foram acompanhar o julgamento, mas alguns foram embora.

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Deputado Sargento Fahur (PSD-PR) em foto publicada nas suas redes sociais Imagem: Reprodução/SargentoFahurOFICIAL

Mais deputados barrados

Outros parlamentares bolsonaristas não puderam entrar no STF. Nenhum deles reagiu aos berros e ainda conversaram com a imprensa na saída.

Eles não souberam dizer se tinham o nome na lista de quem acompanharia o julgamento. O deputado Sargento Fahur (PD-PR) se limitou a falar que as questões legais ficaram a cargo da liderança da oposição.

O tom era de reclamação. Capitão Alden (PL-BA) protestava contra representantes do Legislativo serem impedido de entrar.

Vou dar um jeitinho de entrar. [Mas] Se for favorável ao ex-presidente, não consegue entrar.
Sargento Fahur (PSD-PR)

Outros entraram. Os deputados Delegado Caveira, Coronel Zucco, Evair Vieira, Zé do Trovão, Paulo Bilynski e Maurício do Vôlei chegaram sem avisar, após o início de sessão. Eles chegaram a ficar cerca de 15 minutos barrados do lado de fora do plenário da Turma, foram orientados a acompanhar do plenário da Segunda Turma, mas acabaram sendo autorizados a entrar pelo ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado.


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