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Fotos

Unir o skate ao processo de reabilitação da filha, segundo a artista plástica Aline Giuliani, foi como unir dois mundos diferentes. Para o skatista profissional, Ricardo Porva, foi a realização de um sonho. A filha do casal se chama Iris Oliveira, tem 11 anos e atrofia muscular espinhal (AME), descoberta ao 1 ano e 2 meses de vida Erick Bollmann/UOL Mais

"Nós fixamos a gaiolinha no skate para que ela pudesse ter a liberdade de andar. Lá tem um corredor muito grande e a Íris andava com muita empolgação por ele. Até que a levamos para um estacionamento de um restaurante que fica bem próximo do centro. Lá, vimos a felicidade estampada no rosto dela. Para mim, isso não tem preço", conta a mãe. Erick Bollmann/UOL Mais

Os pais usaram um skate comum, uma órtese colada nele para que ela pudesse manter os pés fixos e uma gaiola que tem rodinhas e permite que Iris fique suspensa por meio de colete de segurança e cabos. Essa técnica é conhecida por PediaSuit e de uso comum em processos de reabilitação Erick Bollmann/UOL Mais

Iris pode se manter em pé de forma segura no skate enquanto os pais, também no skate, a acompanham. “A ideia surgiu em casa. Nós temos um trilho onde ela caminha e dá continuidade ao tratamento recebido no centro (de Pesquisa Terapêutico de Curitiba-PR). Colocamos o skate nos pés dela e ela ficou balançando e o Ricardo logo se lembrou da gaiolinha”, conta Aline Erick Bollmann/UOL Mais

Quando era menor, Iris Oliveira ficava sentada ou deitada no skate e o pai a empurrava ou muitas vezes foi colocada nos ombros dele. "Dessa vez foi diferente, ela ficou em pé, sentiu o asfalto e o vento no rosto. A sensação que eu tive é indescritível, era como se ela fosse um passarinho e estava aprendendo a voar. Um resultado que eu não esperava", disse o pai Erick Bollmann/UOL Mais

Iris explicou a sensação que teve ao ficar em pé pela primeira vez no instrumento de trabalho do pai com uma frase: "Foi uma sensação de liberdade e adrenalina. Quero andar mais vezes, quero continuar", disse ela. Erick Bollmann/UOL Mais

"Não tenho o protótipo desenhado no papel, mas ele está pronto na minha cabeça. Vou procurar rodinhas maiores, mais macias e montar um skate para que ela possa treinar também em casa", conta o pai Erick Bollmann/UOL Mais

Para Aline, o skate adaptado da filha mostrou que esporte e reabilitação podem andar juntos. Segundo ela, além de Iris outras crianças que fazem tratamento no mesmo local também usaram o skate Erick Bollmann/UOL Mais

Aline também tem esperança de que a medicina possa contribuir para a cura da AME. Um medicamento testado nos Estados Unidos, que recebe o nome de ISIS-SMNrx, onde crianças que fizeram o uso apresentaram melhorias no quadro clínico Erick Bollmann/UOL Mais

Os pais usaram um skate comum, uma órtese colada nele para que ela pudesse manter os pés fixos e uma gaiola que tem rodinhas e permite que Iris fique suspensa por meio de colete de segurança e cabos Erick Bollmann/UOL Mais

Pais realizam sonho e adaptam skate para filha com atrofia muscular andar

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