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Verrugas são contagiosas? Confira o que é lenda e o que é verdade

É assim que você se sente quando ouve falar em verruga? Está na hora de mudar de ideia - iStock/Getty Images
É assim que você se sente quando ouve falar em verruga? Está na hora de mudar de ideia Imagem: iStock/Getty Images

Marina Kuzuyabu

Do UOL, em São Paulo

14/07/2014 06h00

Elas podem aparecer nas mãos, cotovelos, plantas dos pés, pescoço, rosto, órgãos genitais e até na laringe. São as verrugas, uma forma de lesão causada pelo papilomavírus humano, popularmente conhecido como HPV.

A sigla faz referência direta às infecções que acometem os órgãos genitais, mas ela engloba um grupo de vírus com centenas de subtipos. As infecções que atingem as paredes vaginais e o colo do útero, por exemplo, são apenas um dos gêneros possíveis, segundo o dermatologista Reinaldo Tovo Filho, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Esses subtipos podem ser benignos, enquanto outros são agressivos, com tendência para o câncer.

As verrugas também não são todas iguais. As mais comuns são arredondadas, escuras e ásperas. Mas como explica o dermatologista Ricardo Limongi Fernandes, responsável pelo ambulatório de cosmiatria do Instituto de Cirurgia Plástica do Hospital Santa Cruz, em São Paulo (SP), elas podem ser filiformes (finas e alongadas), plantares (que se desenvolvem nas plantas dos pés e, às vezes, são confundidas com calos), planas (como as que aparecem na face), entre outros tipos.

O contágio pode ocorrer pelo contato direto com pessoas e objetos infectados, nas relações sexuais e por via materno-fetal. O vírus causador também é transmitido por contato e por gotículas. Pessoas com o sistema imunológico debilitado têm maior propensão à doença e alguns quadros indicam que a resposta imunológica do indivíduo está baixa e que há necessidade de um tratamento. Porém, uma pessoa sem qualquer alteração em seu sistema imunológico (imunocompetente) também pode contrair uma verruga.

Quando uma pessoa está com as defesas do sistema imunológico baixas, em muitos casos o vírus pode ser combatido pelo próprio sistema imunológico do indivíduo, como explica a dermatologista Denise Steiner, atual presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e professora titular da Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

O tamanho da verruga não tem qualquer relação com sua gravidade. “O que importa é o que o vírus não seja grave, ou seja, não tenha potencial oncogênico”, diz Denise Steiner.

Ao detectar o aparecimento de uma verruga, os especialistas recomendam a consulta com um médico. O HPV tem subtipos agressivos que podem evoluir para um câncer, além do fato de poder contaminar outras partes do corpo, gerando novas verrugas. “O ideal é que a pessoa inicie logo um tratamento e tente proteger o local”, fala Denise Steiner.

Ilustração apresenta alguns dos tipos de verruga existentes, como a plantar, a peringual e a plana - Reprodução - Reprodução
Ilustração apresenta alguns dos tipos de verruga existentes, como a plantar, a peringual e a plana
Imagem: Reprodução

As verrugas, por definição, são assintomáticas, segundo o dermatologista Ricardo Fernandes. No entanto, elas podem doer quando há atrito ou pressão sobre elas. É o caso das verrugas localizadas nas plantas dos pés, popularmente chamadas de olhos de peixe.

Os tratamentos são variados. Dependendo do caso, podem ser aplicados medicamentos no local da lesão ou feito um procedimento cirúrgico. Segundo o dermatologista Reinaldo Tovo Filho, as verrugas cutâneas são mais simples de serem tratadas. “Quando são do tipo genital, mais se controla do que se cura”, explica.  

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