Aos sete meses de gravidez, mulher dá à luz quadrigêmeas em Campinas (SP)

Fabiana Marchezi

Do UOL, em Campinas (SP)

  • Assessoria de Imprensa HC-Unicamp

    Miriam Lopes, mãe das quatro meninas: Raquel, Milena, Beatriz e Sara

    Miriam Lopes, mãe das quatro meninas: Raquel, Milena, Beatriz e Sara

Uma dona de casa de 31 anos deu à luz quadrigêmeas no Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), da Unicamp, em Campinas (SP), na última terça-feira (23).

Miriam Lopes engravidou das meninas naturalmente. "Eu nunca fiz nenhum tipo de tratamento", contou. A gestação foi tranquila.

Moradora de Pedreira, a dona de casa fez o pré-natal pelo (SUS) Sistema Único de Saúde, mas por causa da complexidade do caso foi encaminhada ao Caism, onde quatro equipes - com médicos e enfermeiros - realizaram a cesariana, na tarde de terça-feira (23).

Casos como esse são bastante raros. "A probabilidade de gestação de quadrigêmeos é de 1 a cada 500 mil. Em 30 anos de Caism, esse é o quarto parto de quadrigêmeos, sendo que um deles a gravidez foi por inseminação artificial", informou a obstetra Adriana Gomes Luz, responsável pelo parto.

Segundo a médica, o parto foi tranquilo. "Transcorreu tudo dentro do esperado", disse. Em apenas dois minutos as quatro crianças nasceram. As bebês são saudáveis e não correm risco de morte. A maior delas, Raquel, nasceu com 990 gramas. Milena tem 760g, Beatriz, 750g, e Sara, 695g. Todas estão internadas na UTI neonatal e se alimentam por sonda.

Elas devem ficar no hospital por pelo menos mais dois meses até atingirem o peso necessário e passarem pela prematuridade. As meninas estão sobr cuidados especiais: a cada 3 horas, elas recebem 1 mililitro de leite.

"Foi preciso interromper a gestação assim que foram completados os sete meses para não por em risco nem a mãe nem as bebês", completou a obstetra.

Miriam contou que está muito feliz com o nascimento das filhas, mas que quando descobriu a gravidez das quatro crianças foi um choque, já que estava procurando emprego e já tem uma filha de apenas dois anos, chamada Andreia.

O marido está desempregado e a família está em busca de uma nova casa para receber as meninas em Pedreira. "Nossa casa não comporta cinco crianças. Vamos precisar mudar. Minha mãe está com minha filha de dois anos em Pedreira. Não vejo a hora de estarmos todos juntos em uma nova casa", disse a mãe.
 

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