PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Ministro compara risco de coronavírus em protestos a metrô e festa de forró

Do UOL, em São Paulo

11/03/2020 19h08

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, comentou hoje o risco de contágio por coronavírus durante as manifestações programadas para o domingo (15) Ele comparou a aglomeração dos protestos ao uso do transporte público em horário de pico e a festas de forró.

"Eu vejo problemas para toda e qualquer pessoa hoje que esteja circulando no país e pode ter qualquer infecção viral e não pode colocar a culpa em A, B ou C", disse a repórteres.

"O metrô estando aberto, o ônibus estando aberto, as pessoas se movimentando, os forrós funcionando, os bailes acontecendo, os jogos de futebol lotados, não vai ser porque a pessoa saiu de casa, inclusive para um lugar aberto, que vai ser o responsável pelo destino dela".

Ele reforçou que as pessoas devem manter as práticas de higiene em qualquer situação. "Vale a regra da boa educação: lavar as mãos, quem estiver gripado, com sinais de febre, não sair de casa, e não é só para a manifestação, é inclusive para o trabalho".

Movimentos políticos estão convocando para o próximo domingo manifestações contra o Congresso e o STF. Os líderes dos movimentos já disseram não ver motivos para cancelar os protestos devido ao coronavírus.

O governo tem manifestado apoio aos protestos. Ontem, a conta oficial da Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto em uma rede social divulgou uma mensagem de apoio às manifestações. A secretaria reproduziu discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmando que os protestos serão "a favor do Brasil". O próprio presidente compartilhou um vídeo chamando para os atos e recebeu críticas.

Já foram confirmados 52 casos de coronavírus em plenos sete estados e no Distrito Federal, informou hoje o Ministério da Saúde. O maior número de casos se concentra em São Paulo, com 19. Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Alagoas e Distrito Federal também concentram casos. Há pelo menos 907 casos suspeitos.

Saúde