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Acha que a Terra é plana? YouTube vai esconder vídeos com teorias falsas

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YouTube, plataforma de vídeos do Google, vai evitar sugerir conteúdos sobre Terra plana, teorias falsas sobre o 9/11 e que neguem o pouso na Lua. Imagem: Getty Images

Helton Simões Gomes

Do UOL, em São Paulo

25/01/2019 17h37

O YouTube é o lar dos mais diversos vídeos que você pode imaginar, mas um tipo de conteúdo bem particular incomodou o Google. São aqueles que apresentam teorias falsas sobre fatos históricos ou a respeito de temas já consolidados pela ciência.

Irritou tanto que a empresa vai evitar recomendá-los a quem que acessa a plataforma de vídeos. Se você está em dúvida sobre que tipo de conteúdo poderia ser, o próprio YouTube dá exemplos de que vídeo deverá ser escondido:

Começaremos a reduzir as recomendações de conteúdos incertos ou que possam desinformar os usuários de maneiras prejudiciais, como vídeos que promovam uma cura milagrosa falsa para uma doença grave, afirmando que a Terra é plana ou fazendo afirmações descaradamente falsas sobre eventos históricos como 9/11 [dia do ataque às Torres Gêmeas em Nova York].

O Google já havia declarado guerra a vídeos com teorias da conspiração no YouTube. Ainda assim, era uma abordagem menos radical: conteúdos desse tipo, como os que negam o pouso na Lua, passaram a ser acompanhados desde março de 2018 por textos da Wikipédia e de outras serviços de informação sobre o que de fato ocorreu.

Agora, no entanto, a empresa de internet foi além: informou nesta sexta-feira (25) que vai evitar sugerir que as pessoas assistam vídeos com teoria da conspiração e outros tipos de desinformação.

Você ainda poderá encontrá-los caso busque por eles dentro da plataforma. Mas eles deixarão de ser mostrados na página inicial do YouTube e ao final de outro vídeo, por exemplo.

Dessa forma, o Google acredita que mantém a plataforma equilibrada: ainda capaz de ser um espaço que acolha a liberdade de expressão, mas também empregando suas ferramentas de disseminação de conteúdo com maior responsável.

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Segundo o Google, a iniciativa vai atingir menos de 1% do conteúdo acessado no YouTube. Ainda assim, esse número é gigante, já que a plataforma faz mais de 200 recomendações de vídeos por dia.

A ação começa nos Estados Unidos, mas será levada, com o tempo, a outros países. Segundo o Google, a classificação de que vídeo apresenta ou não teorias falsas é um trabalho conjunto feito por seres humanos e algoritmos de inteligência artificial.

Ao que parece, essa não deve ser a última cartada do Google em sua luta para evitar que se proliferem aqueles vídeos que propagam desinformação.

Continuaremos esse trabalho este ano, inclusive analisando mais de perto como podemos reduzir a disseminação de conteúdo que chega perto - mas que não chega a cruzar a linha de violação das nossas Diretrizes da comunidade