Motorista de Mandela está entre beneficiários de sua herança

Joanesburgo, 27 Mai 2016 (AFP) - O motorista de Nelson Mandela, sua secretária pessoal e várias escolas onde estudou na infância e na juventude são os primeiros beneficiários da herança do ex-presidente sul-africano e Prêmio Nobel da Paz, dois anos após a sua morte.

No total, Mandela deixou 22 milhões de rands (1,2 milhão de euros), parte dos quais - a destinada a quem não é de sua família - foi repartida durante uma cerimônia simbólica em Johanesburgo.

A herança de Nelson Mandela provocou fortes tensões dentro de sua família. Sua casa, em Qunu, na província do Cabo Oriental (sul), continua sendo objeto de uma batalha judicial lançada por sua ex-esposa, Winnie Madikizela-Mandela.

O motorista do presidente, Mike Maponya, que trabalhou para Mandela por 23 anos, recebeu um cheque de 50.000 rands (2.800 euros).

"Não me surpreende que tenha deixado algo para tantos de nós. Pouca gente teria feito algo parecido", disse o ex-funcionário. "É típico da gentileza e da generosidade de Mandiba", disse, em alusão am nome de clã de Mandela, usado afetivamente pela maior parte dos sul-africanos para se referir ao seu líder.

A secretária de Mandela, Zelda la Grange, que não estava presente, também recebeu 50.000 rands.

Outros beneficiários foram a Universidade Sul-africana de Fort Hare, onde Mandela estudou, sua primeira escola, em Qunu, e o instituto de Orlando West, em Soweto, onde ele viveu na juventude.

A maior parte da herança de Nelson Mandela, que presidiu a África do Sul entre 1994 e 1999, após ter passado 27 anos na prisão por causa do apartheid, ficou com a viúva, Graça Machel.

Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013 aos 95 anos.

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