Menino japonês abandonado em bosque deixa hospital como herói

Em Tóquio

  • Kyodo/via Reuters

O menino japonês de sete anos Yamato Tanooka, abandonado em um bosque por seus pais e encontrado quase uma semana depois, saiu nesta terça-feira (7) do hospital como um herói, aplaudido por uma multidão.

Com um boné de beisebol, Yamato apareceu diante do hospital municipal de Hakodate, na ilha setentrional de Hokkaido, e aparentava estar muito bem. Sorridente, ele exibia uma grande bola de beisebol de papel repleta de assinaturas, um provável presente da equipe médica.

"Sim, quero ir", respondeu a um jornalista que perguntou se desejava retornar para escola.

Depois de vários minutos de aplausos, seu pai o levou até um veículo da família.

O pequeno Yamato Tanooka, cujo destino provocou uma grande comoção em todo o país, foi encontrado na manhã de sexta-feira em um campo de treinamento militar onde buscou refúgio, a 5,5 km do local onde seus pais o obrigaram a descer do carro, em 28 de maio, irritados com o que consideraram um mau comportamento.

Acompanhados pela filha mais velha, o casal afirmou ter retornado poucos minutos depois ao local onde deixou Yamoto, mas o menino havia desaparecido. Segundo fontes relacionadas com o caso citadas pela agência "Kyodo", a criança andou na direção contrária à do veículo de seus pais.

Quase 200 soldados, bombeiros, policiais e voluntários trabalharam nas operações de busca. Durante os seis dias que passou completamente sozinho nesta região florestosa povoada por ursos e onde a temperatura abaixou até 5ºC, Yamato não comeu, mas pôde beber água porque o refúgio contava com uma torneira.

O pai de Yamato, criticado no Japão pela dureza do castigo imposto à criança, se desculpou com o filho. "Disse 'Papai fez você passar por uma má experiência. Sinto muito'. O menino então respondeu: 'Você é um bom papai. Te perdoo'", explicou em declarações recolhidas pela imprensa local. "Me equivoquei porque não escutei o que meu pai disse para mim", detalhou o jornal japonês "Sankei Shimbun".

Além das sequelas físicas, as autoridades de Hokkaido pediram na sexta-feira aos serviços sociais que investiguem se a criança sofreu abusos psicológicos por parte de seus progenitores.

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